Com manobra na CCJ, governo calcula ter 16 votos para Messias

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Com manobra na CCJ, governo calcula ter 16 votos para Messias

O governo calcula ter 16 votos favoráveis à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal) após a articulação de trocas de senadores da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

Com a dança das cadeiras oficializada na semana passada, o senador Sérgio Moro (PL-PT) foi substituído por Renan Filho (MDB-AL); e Cid Gomes (PSB-CE) deu lugar a Ana Paula Lobato (PSB-MA).

Moro é crítico à indicação, enquanto Cid Gomes ainda não tinha declarado apoio ou oposição. Os dois novos integrantes votarão a favor da indicação de Messias, disseram senadores governistas à reportagem.

O ex-juíz usou as redes sociais para criticar a troca articulada pela base aliada. “Mais uma manobra lamentável do Governo Lula na CCJ do Senado para tentar aprovar o AGU Jorge Messias para o STF. Não impedirão o meu voto contrário no Plenário”, escreveu.

As mudanças dão alguma “gordura” ao governo na Comissão, que antes calculava ter garantido 14 votos – exatamente o necessário para a aprovação.

A sabatina do AGU está marcada para quarta-feira (29) na CCJ. As articulações pelo governo têm sido conduzida principalmente pelos líderes no Senado, os senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Para reforçar a articulação, o governo também mobilizou ministros. Wellington Dias (Desenvolvimento Social), por exemplo, vai deixar a Esplanada para ajudar na votação de Messias no Senado. Ele deve se afastar do governo na terça-feira (28), véspera da sabatina.

O senador e ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT-CE) é outro que foi convocado para fortalecer a base. Outros integrantes da Esplanada atuam junto a governadores para fazer ponte com aqueles senadores que ainda sinalizam dúvidas.

*Com informações de Duda Cambraia, Isabel Mega e Gabbriela Veras