Crise no Transporte Público de Rio Branco: Ruas Vazias e Impasse Financeiro Geram Caos
Rio Branco enfrenta um cenário de colapso no serviço de transporte público após o feriado. Usuários da capital relatam o esvaziamento das linhas e a drástica redução na circulação de coletivos, transformando o cotidiano em “ruas fantasmas” e gerando transtornos severos à população que depende do sistema para se deslocar.
Além da instabilidade operacional, uma grave crise financeira envolvendo a empresa Roccp Transportes agrava a situação dos rodoviários. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Terrestres do Estado do Acre (Sinttpac), a empresa deixou de realizar o repasse de descontos efetuados nos salários dos funcionários referentes a empréstimos consignados.
Impacto aos Trabalhadores
O descumprimento do repasse obrigatório aos bancos tem causado danos diretos aos colaboradores. Sem o pagamento às instituições financeiras, os funcionários estão sujeitos a:
- Incidência de juros e multas contratuais decorrentes do atraso;
- Negativação indevida dos nomes junto aos órgãos de proteção ao crédito (SPC e SERASA).
Ações do Sindicato
Diante da gravidade, o Sinttpac, presidido por Antônio de Oliveira Neto, iniciou uma série de medidas judiciais e administrativas para compelir a empresa e o poder público a resolverem a situação:
- Ministério Público Estadual (MPE): Protocolo de Notícia-Crime para apurar a suposta prática de apropriação indébita.
- Ministério Público do Trabalho (MPT): Denúncia formal solicitando providências urgentes, incluindo a intervenção imediata na empresa e o afastamento dos administradores.
- RBTRANS: Encaminhamento de cobrança institucional exigindo que o órgão exerça, efetivamente, seu papel de fiscalização sobre a concessão.
Exigência de Intervenção
O sindicato classificou a omissão da Prefeitura de Rio Branco como inadmissível. A entidade defende que o município não pode assistir passivamente ao colapso de um serviço essencial e exige medidas concretas baseadas na Lei de Concessões:
”Requeremos procedimentos para a intervenção administrativa na concessão ou que se proceda com a encampação do serviço público por motivo de interesse público”, declarou o sindicato.
A nota oficial conclui enfatizando que a situação de abandono promovida pela concessionária vai além de uma falha de gestão; trata-se de um atentado contra o sustento de centenas de famílias que dependem exclusivamente de seus salários para a sobrevivência básica.
Nota assinada por Antônio de Oliveira Neto, presidente do Sinttpac.