Início / Versão completa
geral

“Estrangeiros não têm lugar no Golfo Pérsico”, diz líder supremo do Irã

Por CNN 30/04/2026 06:39 Atualizado em 30/04/2026 06:39

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta quinta-feira (30) que “atores estrangeiros” não têm lugar no Golfo Pérsico, exceto “nas profundezas de suas águas”, em meio a um impasse com os Estados Unidos, segundo uma mensagem divulgada pela mídia estatal.

Mais de sete semanas após ser anunciado como o novo líder supremo, na sequência do assassinato de seu pai, os iranianos ainda não viram nem ouviram Khamenei, embora ele tenha emitido diversas mensagens escritas.

“Nós e nossos vizinhos do outro lado do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã compartilhamos um destino comum, e atores estrangeiros — que vêm de milhares de quilômetros de distância com intenções gananciosas — não têm lugar aqui, exceto nas profundezas de suas águas”, afirmou ele, conforme suposta declaração.

Leia Mais

Na mensagem, Khamenei acrescentou que o Irã entrou em um novo capítulo da “ordem regional e global”, informou a televisão estatal. Ele disse que o Irã “salvaguardaria” suas capacidades nucleares e de mísseis – pontos cruciais em qualquer acordo com os EUA.

A mensagem desta quinta-feira surge em um momento em que fontes afirmam que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está se preparando para um bloqueio de longo prazo aos portos iranianos, considerando-o a principal alavanca para compelir o Irã a retomar as negociações para pôr fim à guerra.

A declaração de Khamenei também surge dias depois do secretário de Estado americano, Mark Rubio, ter afirmado que Washington tem indícios de que o aiatolá está vivo, mas questionou se ele possui “as credenciais clericais para de fato atuar como líder supremo”.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Mais de 2.500 morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

Entenda por que os EUA não conseguem proteger o Estreito de Ormuz

Conteúdo interativo removido automaticamente para manter a página AMP válida.

Recomendado
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.