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Irã ameaça retaliação aos EUA por ataque a navio cargueiro; entenda

Por CNN 20/04/2026 01:39 Atualizado em 20/04/2026 01:39

O Irã ameaçou retaliar os EUA após forças americanas atacarem e apreenderem um navio cargueiro de bandeira iraniana no Golfo de Omã, neste domingo (19).

A ação foi inicialmente divulgada pelo presidente americano, Donald Trump, que afirmou que a embarcação tentou furar o bloqueio naval americano.

“Hoje, um navio cargueiro de bandeira iraniana chamado TOUSKA, com quase 275 metros de comprimento e pesando quase tanto quanto um porta-aviões, tentou ultrapassar nosso bloqueio naval, e não deu certo para eles”, afirmou Trump em uma publicação na rede social Truth Social.

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“O destróier de mísseis guiados da Marinha dos EUA, USS SPRUANCE, interceptou o TOUSKA no Golfo de Omã e os advertiu para que parassem. A tripulação iraniana se recusou a obedecer, então nosso navio da Marinha os deteve imediatamente, abrindo um buraco na casa de máquinas. Neste momento, os fuzileiros navais dos EUA estão sob custódia do navio”, acrescentou o presidente americano.

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O destróier da Marinha dos EUA USS Spruance • Reuters

O CENTCOM (Comando Central dos EUA) confirmou a operação em nota, afirmando que a embarcação ignorou avisos por cerca de seis horas antes da intervenção.

De acordo com o comunicado, o destróier “desativou a propulsão do Touska” após disparos direcionados à casa de máquinas. Ainda segundo o comando, desde o início do bloqueio, 25 navios comerciais foram obrigados a recuar ou retornar a portos iranianos.

Irã promete resposta

O principal comando militar do Irã, Khatam al-Anbiya, acusou os EUA de violarem o cessar-fogo vigente e classificou a ação como “pirataria armada”.

“Advertimos que as Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão em breve e retaliarão”, afirmou um porta-voz, segundo a mídia estatal iraniana.

Antes mesmo da confirmação do ataque, o embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, já havia criticado o bloqueio naval imposto pelos EUA, acusando Washington de violar o direito internacional e de intensificar tensões na região.

Estreito de Ormuz

Nos últimos dias, o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz voltou a ser afetado após ataques a embarcações. No sábado (18), lanchas iranianas dispararam contra um navio-tanque, enquanto outra embarcação foi atingida por um projétil não identificado, segundo autoridades marítimas do Reino Unido.

Dados da plataforma Marine Traffic indicam que diversas embarcações deixaram a área, buscando rotas mais seguras no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.

A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que poderá bloquear o estreito e alertou que qualquer embarcação que se aproxime da região poderá ser considerada colaboradora de forças inimigas.

(Com informações de Alejandra Jaramillo, da CNN, Hatem Maher e Ahmed Tolba, da Reuters)

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