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Israel continua ataques no Líbano apesar do cessar-fogo, diz autoridade

Por CNN 29/04/2026 00:39 Atualizado em 29/04/2026 00:39

Apesar do cessar-fogo declarado, ataques israelenses mataram pelo menos dez pessoas no sul do Líbano na terça-feira (28) e na madrugada de quarta-feira (29), segundo autoridades libanesas e a mídia estatal.

A Defesa Civil Libanesa informou que dois civis foram mortos em um ataque inicial a um prédio em Majdal Zoun, uma cidade próxima a Tiro.

Um segundo ataque no mesmo local matou três membros da Defesa Civil, que estavam “prestando auxílio a pessoas feridas” no ataque anterior, acrescentou a organização.

Dois soldados do Exército Libanês ficaram feridos no segundo ataque, informaram a Defesa Civil e o Exército .

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O gabinete do presidente libanês, Joseph Aoun, condenou os ataques em um comunicado divulgado no X, acrescentando que Aoun considerou os ataques parte de “uma série que teve como alvo trabalhadores de socorro e primeiros socorros”.

 

Em outra notícia, a mídia estatal libanesa informou que ataques israelenses mataram duas pessoas nas cidades de Tebnine e Shaqra, no sul do Líbano, e o Ministério da Saúde relatou que um ataque na cidade de Jwaya matou uma pessoa.

O Ministério da Saúde informou posteriormente que um ataque aéreo na cidade de Jebchit matou pelo menos duas pessoas e feriu 13.

O Ministro da Saúde libanês, Rakan Nasser Al-Din, denunciou os ataques em Majdal Zoun em um comunicado divulgado pelo ministério na noite de terça-feira, classificando-os como uma violação do direito internacional.

A CNN entrou em contato com as Forças Armadas de Israel para obter comentários sobre cada incidente. Ontem, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse a militares israelenses que os termos do cessar-fogo com o Líbano permitem que Israel continue bombardeando todo o país.

“Nossa liberdade de ação para frustrar ameaças – ameaças imediatas e ameaças emergentes – faz parte do acordo que fizemos com os Estados Unidos e também com o governo libanês”, disse Netanyahu.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Mais de 2.500 morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da reflexão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

Entenda o que é o Hezbollah e como surgiu o grupo libanês

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