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Ministro classifica juros altos como “grave” e que Lula vai debater tema

Por CNN 16/04/2026 12:39 Atualizado em 16/04/2026 12:39

O ministro da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), José Guimarães, classificou a alta da taxa básica de juros da economia, a Selic, como um “problema grave”. Segundo o ministro, o BC (Banco Central) “perdeu a oportunidade de baixar a taxa de juros”.

“A inflação no período só caiu, tudo dentro da meta, e o Banco Central insistiu na manutenção das taxas de juros. Então, isso é um problema grave. Vem a guerra e a inflação está se acelerando. Não é culpa das medidas, não é culpa do governo, é da guerra”, afirmou Guimarães.

A fala aconteceu nesta quinta-feira (16), durante um café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto.

Na quarta-feira (15), durante anúncio de medidas econômicas para sustentar o crescimento habitacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, em tom de brincadeira, que a Selic pode cair se o BC “olhar para pessoas como ele”, fazendo referência à atuação como metalúrgico.

Guimarães afirmou que o presidente Lula deve colocar o tema “na mesa” após viagem para a Europa. Lula embarcou na manhã desta quinta para uma viagem oficial internacional, que inclui compromissos na Espanha, Alemanha e Portugal.

“O endividamento das famílias é em função das altas taxas de juros. A inflação é o pior atributo que atinge as famílias. Portanto, é a pior coisa aqui no país”, afirmou Guimarães.

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Posse de Guimarães

José Guimarães (PT-CE), então líder do governo na Câmara dos Deputados, tomou posse na terça-feira (14) como ministro-chefe da SRI (Secretaria de Relações Institucionais).

A cerimônia aconteceu no Palácio do Planalto e contou com a presença do presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A SRI estava sob comando interino do secretário-executivo Marcelo Costa desde a saída da então ministra Gleisi Hoffmann. Gleisi deixou o cargo no dia 3 de abril, dentro do prazo de desincompatibilização, para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná.

A pasta foi a única das 17 trocas ministeriais a ficar sem um sucessor. A demora, segundo interlocutores do Planalto, se deu pelo fim da janela partidária e pelos acertos iniciais nos estados.

No terceiro mandato do presidente Lula, a secretaria foi chefiada, inicialmente, por Alexandre Padilha, que deixou a pasta para assumir o ministério da Saúde. Com isso, Gleisi assumiu a articulação política do governo em março de 2025. Na reta final do mandato, Guimarães assume a SRI.

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