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Análise: Putin não fala sério sobre fim da guerra na Ucrânia

Por CNN 09/05/2026 20:39 Atualizado em 09/05/2026 20:39

Vladimir Putin afirmou, neste sábado (9), acreditar que o conflito na Ucrânia está se aproximando do fim. No entanto, o analista de Internacional Lourival Sant’Anna, em comentário no CNN Prime Time, avalia que a declaração não deve ser interpretada como um sinal genuíno de disposição para encerrar a guerra.

Durante as celebrações da vitória sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, Putin fez um discurso afirmando que a Rússia está destinada a vencer todos os conflitos, assim como derrotou a Alemanha nazista. “E depois, quando foi falar com os repórteres, adotou essa outra linguagem, muito diferente, dizendo que acredita em um fim próximo“, afirmou Sant’Anna.

O analista destacou a contradição entre as duas falas e chamou atenção para o fato de que o conflito já se arrasta por mais de quatro anos, tempo superior ao período em que a União Soviética lutou contra a Alemanha nazista, entre 1941 e 1945.

O ponto que, segundo Sant’Anna, deixou evidente a falta de seriedade de Putin foi a indicação do ex-chanceler alemão Gerhard Schroeder como o melhor intermediário para as negociações com a Ucrânia. “E aí a gente entendeu que o Putin não estava falando sério”, completa.

Sant’Anna explicou que Schroeder, ao final de seu mandato à frente do governo alemão, assinou o acordo para a construção do gasoduto Nord Stream 1. Logo após deixar o cargo, foi contratado como assessor da Gazprom e da Rosneft, duas grandes estatais russas de energia, para gerir a construção do gasoduto, sendo posteriormente acusado de corrupção e conflito de interesses.

“Quando o Putin faz essa referência, é para demonstrar as falhas na democracia ocidental, os problemas, a corrupção que existe na democracia, em contraste com o regime que ele comanda na Rússia”, afirmou Sant’Anna. Segundo o analista, a intenção de Putin não era apresentar um prognóstico real sobre a situação entre os dois países em guerra.

Sant’Anna também comentou sobre Robert Fico, primeiro-ministro da Eslováquia, apontando que ele não teria condições de trazer informações confiáveis sobre a Ucrânia por ser um aliado de primeira ordem de Putin. O analista ressaltou que, especialmente após a saída de Viktor Orbán do governo da Hungria, Fico se tornou o maior representante de Putin na União Europeia.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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