Autoridade da Casa Branca: “Haverá muito petróleo assim que Ormuz reabrir”
O diretor do Conselho Econômico Nacional dos Estados Unidos, Kevin Hassett, reconheceu neste domingo (10) que consumidores e empresas enfrentarão custos mais altos “no curto prazo”, à medida que a guerra no Oriente Médio aumenta o preço do petróleo e do gás.
Mas, assim que o Estreito de Ormuz for totalmente aberto, “muito petróleo” será liberado no mercado, reduzindo os preços, disse Hassett no programa “Sunday Morning Futures” da Fox News.
Garantir a passagem segura de navios pela via tem sido um aspecto fundamental das negociações para um acordo de paz de longo prazo com o Irã, que ainda não foi alcançado.
A reabertura do Estreito “pode levar um ou dois meses”, sinalizou Hassett. “Mas, assim que o fluxo de petróleo começar, esperamos que os preços do petróleo caiam relativamente rápido, certamente antes das eleições (de meio de mandato)”, continuou.
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Os preços do petróleo dispararam desde o início da guerra no final de fevereiro, em grande parte devido à impossibilidade de navios atravessarem o Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo de petróleo.
O petróleo Brent, referência global, fechou a cerca de US$ 100 por barril na sexta-feira (8), ante US$ 73,21 um dia antes do início da guerra. O Goldman Sachs afirmou no mês passado que estima que o petróleo Brent permaneça acima de US$ 90 por barril pelo menos até o final do ano.
A interrupção no fornecimento de petróleo elevou o preço médio da gasolina nos EUA para US$ 4,52 por galão, de acordo com a Associação Automobilística Americana.
Autoridades do governo do presidente Donald Trump têm repetidamente apresentado a guerra com o Irã como “um sacrifício de curto prazo para um ganho de longo prazo”, em um momento em que a confiança do consumidor norte-americano atinge níveis recordes de baixa.
A queda nos preços do petróleo também dependerá da retomada da produção no Oriente Médio. Esse processo pode levar várias semanas. Além disso, as empresas petrolíferas alertaram que os ataques contra instalações de energia e petróleo na região podem levar anos para serem reparados.
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?
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