Dois cidadãos de Singapura que estavam desaparecidos há dias foram confirmados mortos neste domingo (10) pela erupção do Monte Dukono, na ilha de Halmahera, na Indonésia, informou a agência de resgate local.
Equipes de resgate encontraram os corpos ao redor da borda da cratera e a sua retirada estava em andamento, disse o chefe da agência de resgate, Iwan Ramdani, à Reuters.
“A remoção dos corpos ainda está sendo dificultada pelas erupções que continuam ocorrendo e pelo mau tempo”, disse Ramdani, acrescentando que estava chovendo na região.
Cerca de 150 pessoas, com dois drones térmicos, foram mobilizadas desde a manhã de domingo, disse Iwan, com o foco da busca em torno de 100 a 150 metros da borda da cratera.
O Monte Dukono, na província de Maluku do Norte, banhada pelo Oceano Pacífico, entrou em erupção na sexta-feira (8), expelindo cinzas a uma altura de até 10 km. A erupção continuou, embora em menor escala.
A área ao redor da cratera ainda estava coberta por cinzas vulcânicas, disse Iwan, acrescentando que a área de busca fica a cerca de 1,25 km da última localização conhecida das vítimas.
Equipes de resgate encontraram mochilas que se suspeita pertencerem aos dois singapurianos, e as autoridades confirmaram no sábado (9) que um excursionista indonésio, que estava desaparecido, havia falecido.
17 pessoas, incluindo sete singapurianos e dez indonésios, sobreviveram ao incidente.
Os sete singapurianos sobreviventes retornarão para casa no domingo, informou o Ministério das Relações Exteriores de Singapura em um comunicado. Não ficou claro quando os corpos dos dois que morreram serão repatriados.
A agência de vulcanologia da Indonésia relatou pelo menos quatro erupções até domingo, sendo que uma delas lançou cinzas a 1,3 km de altura. A agência mantém o terceiro nível de alerta mais alto para o Monte Dukono e proíbe qualquer atividade em um raio de 4 km da cratera.