O presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Renato Correia, afirmou nesta terça-feira (19) que a burocracia e a falta de mão de obra estão entre os principais desafios enfrentados pela construção civil no Brasil.
A declaração foi dada durante evento da entidade. Segundo Correia, a obtenção de licenças para obras ainda depende de diferentes instâncias administrativas e varia conforme os processos adotados por cada estado.
“Nós temos um grande desafio que é a burocracia. Para conseguir as licenças, por exemplo, você precisa de várias alçadas e cada estado tem o seu processo. São 18 meses gastos, em média, com burocracia”, afirmou.
Correia disse que o entrave ocorre principalmente “do canteiro para fora”, em referência a etapas externas à execução direta das obras, como autorizações, licenças e processos administrativos.
O presidente da CBIC também apontou a escassez de mão de obra como um obstáculo para o setor.
“Estamos concorrendo com vários setores pela mão de obra. Temos que melhorar cada vez mais a qualidade do emprego para atrair jovens à construção civil”, disse.
Entre as medidas defendidas pelo setor, Correia citou a industrialização da construção, a preservação do FGTS como fonte de financiamento habitacional e a melhoria de instrumentos para combater o déficit habitacional, incluindo a simplificação de processos.
Correia disse ainda que a infraestrutura deve receber mais de R$ 300 bilhões em investimentos no Brasil neste ano, considerando concessões e parcerias. Desse total, segundo ele, cerca de 80% devem vir da iniciativa privada.
*estagiária sob supervisão