O II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro retomou, às 09h25 desta sexta-feira (29), o julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros. A sessão marca o quinto dia de audiências sobre a morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021.
Os réus são acusados de homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.
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1 de 13Monique Medeiros chora ao receber liberdade provisória em julgamento da morte de filho • CNN Brasil
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2 de 13Jairinho, padrasto de Henry Borel, em julgamento sobre morte de criança • CNN Brasil
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3 de 13Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, em julgamento da morte do próprio filho • CNN Brasil
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4 de 13Jairinho, padrasto de Henry Borel, em julgamento sobre morte de criança • CNN Brasil
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5 de 13Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, em julgamento da morte do próprio filho • CNN Brasil
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6 de 13Na chegada ao Tribunal do Júri, o pai de Henry Borel, Leniel Borel, expressou um misto de gratidão, ansiedade e um forte apelo por justiça. Ele destacou que o julgamento não se trata apenas do nome do seu filho, mas de “o quanto o Brasil está disposto a proteger suas crianças” • Camille Barbosa – CNN Brasil
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7 de 13Juíza em julgamento de Monique Medeiros e Jairinho sobre morte de Henry Borel • CNN Brasil
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8 de 13Conselho de Sentença foi definido no início do julgamento de Monique Medeiros e Dr. Jairinho no Rio de Janeiro • CNN
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9 de 13Cristiano Medina, atua como advogado e assistente de acusação, representando os interesses de Leniel Borel (pai da vítima) • CNN Brasil
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10 de 13A equipe jurídica busca a absolvição da ré, sustentando a tese de que Monique vivia um relacionamento abusivo com Jairinho e que ele tinha um perfil de vitimar pessoas como ela • CNN Brasil
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11 de 13Os advogados do ex-vereador negam as agressões e defendem a tese de que a morte foi acidental • CNN Brasil
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12 de 13Ex-vereador do Rio de Janeiro e ex-médico, Jairo Souza Santos Júnior, era o padrasto da criança e é apontado pelas investigações como o autor das agressões físicas que causaram a morte de Henry. • Reprodução
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13 de 13Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, esponde pelo crime baseada na omissão relevante, pois, segundo a acusação, tinha conhecimento das torturas sofridas pelo filho e consentiu com a situação. • Jaqueline Frizon/CNN
Retrospecto das oitivas e depoimentos
O cronograma do julgamento segue a fase de instrução em plenário com o depoimento de testemunhas arroladas pela acusação e pelas defesas.
Caso Henry Borel: Jairinho mantém defesa após “ameaça” de Bangu 1; entenda
No quarto dia de sessão, o tribunal ouviu relatos contundentes de uma ex-enteada e de uma ex-namorada de Jairinho.
A jovem, hoje com 18 anos, detalhou episódios de violência sofridos na infância, incluindo afogamentos sucessivos em uma piscina e agressões físicas.
Anteriormente, o júri acompanhou os depoimentos dos delegados responsáveis pela investigação e de peritos do Instituto Médico-Legal (IML).
As provas técnicas apresentadas apontaram que as 23 lesões encontradas no corpo de Henry eram incompatíveis com a tese de acidente doméstico sustentada pelos advogados dos réus.
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1 de 9À esquerda Dr. Jairinho, à direita Monique Medeiros com o filho Henry Borel • Arte/CNN
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2 de 9Monique Medeiros em audiência para ouvir testemunhas do processo sobre a morte do menino Henry Borel • Foto: MARCOS PORTO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
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3 de 9Monique Medeiros em audiência para ouvir testemunhas do processo sobre a morte do menino Henry Borel • Foto: MARCOS PORTO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
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4 de 9Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e acusada de omissão na morte de seu filho, instalou tornozeleira eletrônica e seguiu para a prisão domiciliar, conforme estabelecido pela Justiça • CNN
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5 de 9Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e acusada de omissão na morte de seu filho, instalou tornozeleira eletrônica e seguiu para a prisão domiciliar, conforme estabelecido pela Justiça • CNN
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6 de 9Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e acusada de omissão na morte do filho, instalou tornozeleira eletrônica e seguiu para a prisão domiciliar, conforme estabelecido pela Justiça • CNN
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7 de 9Prisão do ex-vereador Dr. Jairinho no Caso Henry Borel • ESTADÃO CONTEÚDO
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8 de 9Ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, em audiência no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no centro do Rio de Janeiro • Foto: PAULO CARNEIRO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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9 de 9Dr. Jairinho, namorado de Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe do menino Henry Borel, após prestar depoimento sobre a morte do garoto de 4 anos • Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Dinâmica do Tribunal do Júri
O destino de Jairinho e Monique será decidido pelo Conselho de Sentença, formado por sete jurados sorteados entre cidadãos comuns.
A sessão é presidida pela juíza Elizabeth Machado Louro, e a expectativa da promotoria é que o julgamento se estenda por um período de sete a dez dias, dada a complexidade do caso.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Jairinho teria causado as lesões fatais na criança, enquanto Monique teria se omitido diante das agressões para preservar o relacionamento com o então vereador.
Próximas etapas do julgamento
O rito processual ainda prevê a oitiva de testemunhas remanescentes antes do interrogatório oficial dos réus e dos debates orais finais entre defesa e acusação.
Caso os jurados decidam pela condenação com pena aplicada superior a 15 anos, a Justiça poderá determinar a prisão imediata dos acusados ainda no tribunal.