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Castro se defende após ser alvo de operação da PF: “há algo muito estranho”

Por CNN 16/05/2026 01:39 Atualizado em 16/05/2026 01:39

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro usou as redes sociais, nesta sexta-feira (15), para se defender após ser alvo da Operação Sem Refino, da PF (Polícia Federal), que investiga um esquema de sonegação de impostos, ocultação patrimonial e evasão de recursos para o exterior envolvendo a refinaria Refit.

No vídeo, Castro afirmou que teve acesso a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou a operação e disse que “há algo muito estranho” no caso. O ex-governador acrescentou que o Rio de Janeiro foi o único estado a conseguir cobrar dívidas da Refit e disse ter “absoluta convicção da lisura” de todos os atos praticados durante sua gestão.

“Sobre a empresa alvo da operação, todos sabem que é uma das maiores devedoras do país e possui passivos com praticamente todos os estados e com a União. Mas adivinhem só, qual é o único estado que conseguiu cobrar impostos devidos por essa empresa? O Estado do Rio de Janeiro. E isso só foi possível graças a um grande esforço nosso para cobrar essa dívida. Conseguimos garantir um acordo que já devolveu mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos”, afirmou Castro.

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O pré-candidato ao Senado negou que tenha sancionado uma lei complementar em 2025 para beneficiar a empresa. Segundo Castro, a norma foi baseada em uma recomendação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), e afirmou que a Refit já possuía acordo de pagamento com o estado antes da criação da medida mencionada na investigação.

A investigação menciona ainda que Castro teria tido um encontro com o dono da Refit, Ricardo Magro, em um evento nos Estados Unidos. O ex-governador disse que fez parte de um evento promovido pela revista Veja, que contou com a presença de autoridades, incluindo o ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso.

“Em anos de eleição, infelizmente, esse expediente sempre é usado. Isso é triste, muito triste. Mesmo assim, continuo acreditando na justiça do meu país hoje e sempre”, finalizou o ex-governador.

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