Ciro nega versão da PF sobre emenda Master e diz que reapresentará proposta

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Ciro nega versão da PF sobre emenda Master e diz que reapresentará proposta

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) negou nesta terça-feira (12) que a emenda que apresentou propondo a ampliação do limite de ressarcimento do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) seja a íntegra do texto encaminhado pela assessoria do Banco Master, como consta nas investigações da PF (Polícia Federal).

“É mentira que esta emenda foi publicada na íntegra conforme foi recebida. Este fundo é completamente privado. Quem financia o fundo são os bancos. Não é a União, não tem recursos públicos”, afirmou o senador sobre a chamada “emenda Master”. 

A informação é citada na decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou a quinta fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela PF na última quinta-feira (7).

De acordo com os investigadores, o texto da emenda não foi elaborado pelo gabinete do senador, mas pela assessoria do Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo os autos, o conteúdo foi posteriormente reproduzido de forma integral por Ciro no Senado. 

O senador, que foi alvo da operação, também afirmou no vídeo que reapresentará uma proposta corrigindo o valor FGC (Fundo Garantidor de Crédito). 

“Diante disso, eu tomei a decisão de reapresentar agora a emenda corrigindo o valor do FGC, que pela Selic, teria que estar acima de R$ 840 mil. Agora não existe mais Banco Master, eu quero ver qual é a desculpa que os grandes bancos vão utilizar para negar esta proteção para os correntistas brasileiros.” 

Em nota divulgada no dia da ação policial, a defesa de Ciro repudiou a operação e afirmou que o senador “não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados”.  

No entanto, nessa segunda-feira (11), o escritório de advocacia Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados comunicou à imprensa que não representa mais o senador no caso Master. 

Segundo o advogado Antônio Carlos Almeida Castro, o Kakay, a saída foi em “comum acordo”. 

“A respeito dos reiterados questionamentos sobre os motivos de nossa renúncia no caso do senador Ciro Nogueira, reafirmamos não poder explicitar maiores detalhes, por uma questão ética e em razão do dever de sigilo, que deve orientar sempre a relação advogado e cliente”, afirmou em nota o escritório.

Confira o vídeo na íntegra