Convocação para a Copa pode render “bolada” milionária a clubes brasileiros

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Convocação para a Copa pode render “bolada” milionária a clubes brasileiros

A convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026, que será anunciada nesta segunda-feira (18) por Carlo Ancelotti, também movimenta os bastidores financeiros dos clubes brasileiros. Equipes que tiverem jogadores chamados para o Mundial poderão receber cifras milionárias da Fifa como compensação pela liberação dos atletas.

A entidade vai distribuir mais de US$ 355 milhões, cerca de R$ 1,8 bilhão na cotação atual, por meio do Programa de Benefícios aos Clubes. O valor representa aumento de quase 70% em relação ao montante repassado antes da Copa do Mundo de 2022, no Catar.

A expectativa é de que clubes como Flamengo, Cruzeiro, Botafogo e Santos possam aparecer entre os beneficiados pela convocação brasileira. Mesmo equipes que eventualmente não tenham atletas chamados por Ancelotti ainda podem faturar com jogadores convocados para outras seleções.

O modelo da Fifa prevê pagamento diário aos clubes por cada atleta liberado para o Mundial. Para a edição de 2026, o valor deve ficar próximo de US$ 11 mil por dia por jogador.

Mesmo no cenário de eliminação ainda na fase de grupos, cada clube pode receber aproximadamente US$ 250 mil por atleta convocado, valor que ultrapassa R$ 1,2 milhão na cotação atual.

Clubes com vários jogadores no torneio podem alcançar receitas ainda maiores. O Flamengo aparece como um dos principais candidatos a lucrar com a competição. Em projeções envolvendo nomes como Léo Pereira, Alex Sandro, Danilo, Pedro e Lucas Paquetá na Seleção Brasileira, além de estrangeiros convocados por outras equipes nacionais, o clube carioca poderia ultrapassar US$ 2 milhões em compensações caso os atletas avancem até a final da Copa.

Na edição disputada no Catar, o Flamengo foi o clube brasileiro que mais arrecadou com o mecanismo da Fifa, recebendo cerca de US$ 883 mil pela participação de jogadores no torneio.

A próxima edição do programa também terá uma novidade inédita. Pela primeira vez, a Fifa vai repassar recursos não apenas aos clubes que cederem atletas para a Copa, mas também para aqueles que tiveram jogadores envolvidos nas eliminatórias do Mundial.

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