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Dieta “sem açúcar”: versões fitness podem esconder excesso de calorias

Por CNN 25/05/2026 21:40 Atualizado em 25/05/2026 21:40

Os alimentos “zero açúcar” têm tomado conta das prateleiras de supermercados. A promessa de um alimento saudável tem dominado o estímulo para o consumo de tais itens, como barrinhas, iogurtes, chocolates e até mesmo sorvetes que prometem a ausência do açúcar.

No entanto, é preciso se atentar também a outros ingredientes. Segundo a nutróloga e professora da pós-graduação em Nutrologia Esportiva da Afya Educação Médica São Paulo, Raphaela Zanella, quando o alimento não tem açúcar, não significa que ele permite o emagrecimento ou o equilíbrio nutricional.

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Para ir além e compreender a composição, é preciso analisar todos os ingredientes e se atentar à quantidade de gordura e sódio, por exemplo.

“Quando ocorre a associação de “sem açúcar” com saudável, os alimentos sem açúcar se tornam uma farsa da indústria alimentícia”, explica a nutróloga.

Segundo ela, o alimento sem açúcar pode ter gorduras em excesso para compensar a falta do adoçante, aumentando a caloria deste alimento em comparação ao produto com açúcar da mesma marca.

Isso porque a indústria alimentícia precisa compensar e manter o sabor, textura e a palatabilidade do item.

Sendo assim, ela explica que é preciso ir além na análise da tabela nutricional.

“É importante verificar se o alimento contém nutrientes como vitaminas e minerais, fibras, se tem alta ou baixa densidade calórica. E também se é minimamente processado, ou ultraprocessado”, recomenda Raphaela Zanella.

Para evitar o consumo alto de sódio e gordura, é preciso buscar alimentos com uma menor quantidade de ingredientes.

“Quanto menos ingredientes e menos processos, mais saudável é o alimento. E quanto maior a lista de ingredientes, principalmente com nomes artificiais, menos saudável é esse item. Logo, oferece mais risco para sua saúde”, informa ela.

Além disso, Raphaela Zanella recomenda alguma dicas para escolher os alimentos:

“O principal risco é o que estamos vivenciando nos dias atuais, com uma epidemia de obesidade, diabetes, inclusive nas crianças em caráter mundial”, explica.

Ela ainda aponta o paradoxo que estamos vivendo: “temos pessoas com mais peso corporal, porém mais desnutridas do ponto de vista nutricional”.

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