O ministro da Fazenda, Dario Durigan, avaliou na noite de segunda-feira (4) que, atualmente, o que mais pressiona a política monetária é a guerra no Oriente Médio.
Questionado sobre um potencial efeito negativo pelas contas públicas sobre os juros, Durigan disse em entrevista ao Roda Viva não acreditar que seja o fiscal a razão do juro alto no país. Segundo o ministro, o fiscal pode ser uma explicação, mas que deveria pesar pouco considerando o cenário.
Desse modo, o chefe da equipe econômica pontuou que não há uma “bala de prata” que resolva a questão dos juros altos no país.
O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) voltou a cortar, na última quarta-feira (29), a taxa básica de juros do país em 0,25 ponto percentual, levando a Selic ao patamar de 14,5% ao ano.
A decisão foi unânime e saiu em linha com as expectativas do mercado, que vinham deteriorando desde o início da guerra no Oriente Médio, há cerca de dois meses.
Um detalhe sobre uma palavra foi o que mais chamou atenção do mercado no comunicado do Copom: a adição da palavra “extensão”.
O que o mercado recebeu de mensagem foi que o BC pode rever até quando vai o ciclo de corte de juros, o que significa o fim desse movimento antes do esperado e juros mais elevados por mais tempo que o previsto inicialmente.