Eleição na Colômbia: Tudo o que você precisa saber da votação presidencial
A Colômbia realiza neste domingo (31) o primeiro turno da eleição presidencial A projeção é de que mais de 41,4 milhões de eleitores estejam aptos a votar, segundo o Registro Nacional.
Neste dia, os cidadãos no país votam exclusivamente na chapa presidencial que governará durante o mandato de 2026 a 2030. Cada candidatura aparece na cédula como uma chapa conjunta, e uma opção de voto em branco também é incluída.
Diferentemente de outros processos eleitorais, nenhum integrante do Congresso, governador ou prefeito será eleito — o Congresso foi renovado nas eleições legislativas realizadas em março.
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Os colombianos residentes no exterior tiveram a oportunidade de votar a semana — de segunda-feira (25) a este domingo —, enquanto na Colômbia a votação se concentra em um único dia.
Para que um candidato vença a disputa, ele deve obter a maioria dos votos válidos. No entanto, se nenhum candidato ultrapassar 50% + 1 dos votos válidos, a lei eleitoral exige um segundo turno com as duas chapas mais votadas.
O segundo turno está agendado para 21 de junho de 2026. Neste caso, seria eleito quem obtiver o maior número de votos, independentemente de ultrapassar ou não 50% do total.
Horário de votação
As urnas para a eleição presidencial da Colômbia abrem às 8h, no horário local (10h de Brasília) e fecham às 16h, no horário local (18h de Brasília).
Quem são os candidatos?
Desde as consultas interpartidárias de março, ficou claro que a disputa se resume a três candidatos: Iván Cepeda, do partido governista, Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, da oposição.
As pesquisas têm mostrado Cepeda consistentemente à frente, indicando um segundo turno, restando apenas saber quem avançará para a segunda fase.
Veja a lista de candidatos na ordem em que aparecerão nas cédulas:
- Iván Cepeda Castro – Aída Marina Quilcué Vivas
- Claudia Nayibe López Hernández – Leonardo Humberto Huerta Gutiérrez
- Raúl Santiago Botero Jaramillo – Carlos Fernando Cuevas Romero
- Abelardo Gabriel de la Espriella – José Manuel Restrepo Abondano
- Óscar Mauricio Lizcano Arango – Pedro Luis de la Torre Márquez
- Miguel Uribe Londoño – Luisa Fernanda Villegas Araque
- Sondra Macollins Garvin Pinto – Leonardo Karam Helo
- Roy Leonardo Barreras Montealegre – Martha Lucía Zamora Ávila
- Gustavo Matamoros Camacho – Mila María Paz Campaz
- Paloma Susana Valencia Laserna – Juan Daniel Oviedo Arango
- Sergio Fajardo Valderrama – Edna Cristina Bonilla Seba
Três chapas acabaram desistindo, mas estarão na cédula neste domingo.
Como é a cédula da eleição presidencial da Colômbia?
A cédula da eleição presidencial da Colômbia é definida em um evento público com a presença de partidos políticos, missões internacionais e órgãos de controle.
Ela possui 15 espaços no total (14 chapas presidenciais e um espaço em branco), cuja ordem foi definida por sorteio.
Cada caixa inclui uma foto do candidato à presidência, uma do candidato à vice-presidência, seus nomes completos e o logotipo do partido, movimento ou coligação.
Os espaços para candidaturas retiradas não são removidos porque a impressão das cédulas já foi oficializada.
O voto será inválido se o eleitor marcar mais de um candidato, se marcar um candidato e um espaço em branco ao mesmo tempo, se houver rabiscos ou marcas confusas fora do campo, ou se escrever mensagens ou assinar a cédula.
Caso o eleitor cometa um erro antes de depositar o voto, poderá solicitar uma nova cédula à comissão eleitoral, devolvendo a anterior.
Cenário político na Colômbia
O Pacto Histórico, coalizão que levou Petro à Presidência em 2022, e o Centro Democrático, liderado pelo ex-presidente Álvaro Uribe, são as principais forças no Senado para o mandato de 2026-2030, após as eleições legislativas de março.
O resultado legislativo reflete as pesquisas para a eleição presidencial e o debate público durante a Presidência de Petro: um governo buscando se manter no poder com Iván Cepeda, e uma oposição concentrada nas candidaturas de Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia.
Espriella é um independente, mas que conta com o apoio de alguns grupos políticos tradicionais; já Valencia é candidata do Centro Democrático e vencedora de uma primária interpartidária que incluiu figuras centristas como seu candidato a vice-presidente, Juan Daniel Oviedo.
Com as candidaturas de líderes centristas (Sergio Fajardo e Claudia López) em desvantagem nas pesquisas, o cenário político na Colômbia é de polarização entre continuidade e mudança, particularmente entre as opções de direita.