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Encontro Lula-Trump reduz temor de tarifas, mas Planalto ainda vê risco

Por CNN 09/05/2026 02:39 Atualizado em 09/05/2026 02:40

O Palácio do Planalto acredita que o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump dá tempo ao Brasil e afasta as chances de os Estados Unidos estabelecerem tarifas, mas não elimina o risco de uma nova taxação. Segue a avaliação de que o republicano é imprevisível.

O risco de tarifas e o encerramento da investigação contra o Brasil na chamada “seção 301” só ocorrerá através das negociações comerciais entre os países, na avaliação de auxiliares do presidente brasileiro.

Por este motivo, o principal resultado prático da reunião é a criação do grupo de trabalho entre os países para debater as tarifas. O prazo estabelecido para o GT é de 30 dias. Segundo interlocutores, as equipes já trocaram contatos e a negociação se inicia na próxima semana.

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O Planalto, contudo, avalia que só haverá acordo caso o Brasil faça algum tipo de concessão aos Estados Unidos. A percepção é de que os emissários de Trump buscam extrair das negociações um aceno que possam apresentar como uma conquista internamente.

Segundo auxiliares de Lula, ainda não está claro as áreas que os norte-americanos pretendem explorar. A delegação brasileira, inclusive, esperava que a Casa Branca apresentasse maior interesse em debater minerais críticos do que mostrou na reunião de quinta-feira (7).

A barganha será tocada do lado brasileiro pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, e do lado norte-americano pelo secretário do Comércio, Howard Lutnick, e pelo representante comercial do país, Jamieson Greer.

Greer foi um dos mais vocais da reunião presidencial. Quando o assunto foi tarifas, rebateu os brasileiros e apresentou dados que embasam a investigação na 301. Segundo relatos, ele também demonstrou incômodo com a oposição do Brasil à isenção de tarifas sobre comércio eletrônico.

Em entrevista à CNN, Márcio Elias Rosa defendeu o avanço gerado pela criação do GT. O ministro reproduziu aquele que vem sendo o discurso do Planalto: de que agora a discussão acontecerá num nível que tem poder para tomar decisões.

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