O ex-funcionário terceirizado da cozinha do Complexo Penitenciário de Rio Branco, Aldair da Silva Oliveira, foi condenado a 10 anos, 11 meses e sete dias de prisão pelo crime de tráfico de drogas. Rael dos Santos Oliveira, apontado como comparsa na ação criminosa, também foi sentenciado e deverá cumprir pena de 8 anos e seis meses de prisão.
A decisão foi proferida pelo juiz Flávio Mariano, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco. Os dois réus não poderão recorrer da sentença em liberdade.
De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DENARC) em conjunto com o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (IAPEN), os acusados seriam responsáveis por abastecer o maior complexo penitenciário do estado com entorpecentes.
As apurações apontam que nos dias 16 de junho, 4 de julho e 7 de julho do ano passado, policiais penais apreenderam quase 19 quilos de maconha escondidos em uma área de mata nos fundos do presídio. A suspeita era de que a droga seria arremessada para o interior da unidade prisional. Apesar das apreensões, ninguém havia sido preso nessas ocasiões.
No entanto, na noite do dia 28 de julho de 2025, Aldair e Rael foram flagrados em uma área de mata próxima ao muro do presídio transportando quase 20 quilos de maconha, além de 30 aparelhos celulares do tipo “taboca”, carregadores e outros materiais que seriam destinados aos detentos.
Segundo a investigação, câmeras de monitoramento registraram a motocicleta de Aldair nos locais das apreensões anteriores, reforçando o envolvimento dele no esquema criminoso.
Ainda conforme a sentença, Aldair foi condenado por tráfico de drogas em quatro ocasiões distintas relacionadas ao caso. Já Rael respondeu por dois episódios de tráfico.
Esta é a segunda condenação de Aldair. Em outro processo, ele já havia sido preso ao tentar entrar com drogas escondidas dentro das botas enquanto ainda trabalhava na cozinha do presídio. A prisão ocorreu no dia 27 de março do ano passado durante um procedimento de revista. Na época, ele chegou a obter liberdade provisória.