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Fim da 6×1 pode acabar com voos internacionais, alerta CEO da Latam

Por CNN 06/05/2026 14:39 Atualizado em 06/05/2026 14:39

O CEO da Latam, Jerome Cadier, alertou que o projeto que acaba que com a escala 6×1 pode comprometer, e até acabar com os voos internacionais, diante da escala de trabalho realizada pelos aeronautas e pela tripulação.

Segundo Cadier, se o projeto, que prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, o Brasil poderá não ter mais operação internacional.

Além disso, o PL também prevê dois dias de descanso seguidos para os funcionários, seguindo a escala 5×2, sem redução de salário.

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Entretanto, o executivo afirmou ter certeza que o Congresso Nacional irá realizar mudanças no projeto, fazendo ajustes para determinadas classes, como a dos aeronautas e profissionais do meio.

Representantes de setores econômicos, no entanto, têm pressionado por incentivos, como uma nova regra de desoneração, para compensar possíveis impactos.

De acordo com a legislação atual, os aeronautas já possuem regras específicas que definem e regulamentam a jornada, tempo de voo e períodos de descanso para pilotos e comissários.

Segundo a lei, é permitido diferentes modelos de tripulação em voos internacionais, com jornadas que podem variar entre 9 e 16 horas, dependendo da operação.Com isso, o setor busca manter o tratamento diferenciado para a categoria, afirmando que a atividade possui características mais próprias.

No último domingo (3), o governo federal lançou uma campanha pelo fim da 6×1.Caso a proposta seja aprovada, ao menos 37 milhões de pessoas serão diretamente beneficiadas, segundo o Executivo.

Contudo, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, decidiu dar celeridade à tramitação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata do tema. De olho nas eleições, Motta também quer deixar sua digital na proposta, que tem apelo popular. 

Com a proximidade do calendário eleitoral, o Motta convocou sessões do plenário ao longo de toda esta semana para acelerar a análise da proposta. As reuniões deliberativas da Casa contam como prazo para a comissão especial que analisa a PEC.

Os custos da aprovação da proposta já preocupa o setor produtivo. De acordo com a CNI (Confederação Nacional da Indústria) a projeção diz que pode haver aumento de custos para produtos e serviços, além da perda de poder aquisitivo e alta da inflação
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