Henry Borel: julgamento é retomado nesta terça (26); veja programação
Será retomado, nesta terça-feira (26), o julgamento do caso da morte de Henry Borel, criança morta aos quatro anos em março de 2021, no Rio de Janeiro.
A sessão do júri foi interrompida na tarde de segunda-feira (25), por volta das 17h, e será retomada com novos depoimentos de testemunhas ligadas à investigação do caso.
Segundo a programação prevista para esta terça, devem ser ouvidos:
- O delegado Henrique Damasceno;
- A delegada Ana Carolina Medeiros;
- E o perito criminal Luiz Carlos Prestes.
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Segundo o laudo do IML, a criança sofreu 23 lesões e morreu por hemorragia interna provocada por ação contundente, descartando a versão inicial de acidente doméstico apresentada pelos réus.
Como foi o primeiro dia
Durante o julgamento o Dr. Jairinho, chegou a discutir com o promotor Fábio Vieira. Na sessão, o promotor afirmou que a defesa de Jairinho estaria usando uma “técnica”para cansar e confundir o júri. Segundo ele, a ação já teria sido comentada pelo advogado nas redes sociais.
A declaração, feita durante o pedido de nulidade de provas do caso, provocou reação imediata do advogado, que interrompeu as falas do promotor e pediu “ordem durante a sessão”.
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1 de 13Monique Medeiros chora ao receber liberdade provisória em julgamento da morte de filho • CNN Brasil
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2 de 13Jairinho, padrasto de Henry Borel, em julgamento sobre morte de criança • CNN Brasil
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3 de 13Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, em julgamento da morte do próprio filho • CNN Brasil
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4 de 13Jairinho, padrasto de Henry Borel, em julgamento sobre morte de criança • CNN Brasil
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5 de 13Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, em julgamento da morte do próprio filho • CNN Brasil
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6 de 13Na chegada ao Tribunal do Júri, o pai de Henry Borel, Leniel Borel, expressou um misto de gratidão, ansiedade e um forte apelo por justiça. Ele destacou que o julgamento não se trata apenas do nome do seu filho, mas de “o quanto o Brasil está disposto a proteger suas crianças” • Camille Barbosa – CNN Brasil
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7 de 13Juíza em julgamento de Monique Medeiros e Jairinho sobre morte de Henry Borel • CNN Brasil
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8 de 13Conselho de Sentença foi definido no início do julgamento de Monique Medeiros e Dr. Jairinho no Rio de Janeiro • CNN
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9 de 13Cristiano Medina, atua como advogado e assistente de acusação, representando os interesses de Leniel Borel (pai da vítima) • CNN Brasil
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10 de 13A equipe jurídica busca a absolvição da ré, sustentando a tese de que Monique vivia um relacionamento abusivo com Jairinho e que ele tinha um perfil de vitimar pessoas como ela • CNN Brasil
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11 de 13Os advogados do ex-vereador negam as agressões e defendem a tese de que a morte foi acidental • CNN Brasil
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12 de 13Ex-vereador do Rio de Janeiro e ex-médico, Jairo Souza Santos Júnior, era o padrasto da criança e é apontado pelas investigações como o autor das agressões físicas que causaram a morte de Henry. • Reprodução
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13 de 13Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, esponde pelo crime baseada na omissão relevante, pois, segundo a acusação, tinha conhecimento das torturas sofridas pelo filho e consentiu com a situação. • Jaqueline Frizon/CNN
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No início da sessão, Jairinho alegou que seria “impossível” ser julgado devido ao estado de saúde de seu advogado principal, Fabiano Lopes, que sofreu um infarto recentemente.
O réu afirmou que não teve tempo hábil para alinhar estratégias com os demais membros da banca e pediu o adiamento do júri. Em resposta, o promotor do caso classificou a atitude como uma tentativa de “não querer encarar a realidade” e ressaltou que a defesa acompanha o processo há anos.
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Diante da possibilidade de suspensão, o MP pediu que Jairinho fosse retirado de Bangu 8, unidade destinada a presos com curso superior e perfil midiático, e enviado para Bangu 1, local de isolamento para lideranças criminosas e detentos de alta periculosidade.
No entanto, ao saber do posicionamento do MP, o ex-vereador voltou atrás na decisão de destituir sua equipe de defesa.
Acusações e contexto do crime
Jairinho e a ex-mulher, Monique Medeiros, são julgados pela morte de Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021. Ambos respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.
Segundo o laudo do IML, a criança sofreu 23 lesões e morreu por hemorragia interna provocada por ação contundente, descartando a versão inicial de acidente doméstico apresentada pelos réus.
As investigações da Polícia Civil concluíram que Henry era submetido a uma rotina de agressões e torturas praticadas por Dr. Jairinho.
Além disso, de acordo com o inquérito, Monique Medeiros tinha conhecimento das violências. Ela teria sido alertada pela babá do menino pelo menos um mês antes do óbito, mas consentiu com a situação.
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