Lula critica Trump: criminosos devem ser combatidos dentro do Brasil
Em passagem por Sergipe, nesta sexta-feira (29), o presidente Lula criticou a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas. Segundo ele, os criminosos devem ser combatidos dentro do Brasil.
“Essa tal de Comando Vermelho, esse tal de PCC, são terroristas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira. E nós vamos combater eles aqui dentro. Eles não são um terrorista que o Trump quer. Trump quer um Osama Bin Laden, quer não sei das quantas. Eu entreguei um documento para o Trump. O Brasil tá disposto a trabalhar para combater o crime organizado. E vamos começar pelo seu estado de Delaware, que tem lavagem de dinheiro de brasileiro. Por entregar o Ramagem que tá condenado a 16 anos e tá escondido lá. Vamos começar entregando o maior contrabandista de combustível desse país, o Ricardo Magro, e ele tá morando em Miami”.
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Pouco antes da declaração do presidente, o governo divulgou uma nota criticando a mudança de nomenclatura e afirmou que “o terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime” e “não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional”.
Lula criticou, também, ações de integrantes da família Bolsonaro em busca de intervenção dos Estados Unidos sobre o Brasil.
“Eu tive três horas com o presidente Trump. Entreguei quatro documentos para eles. Um deles era o combate ao crime organizado. Seu Marco Rubio não estava lá. Possivelmente porque ele tivesse preparado para ajudar um filho de um bolsonarista que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir nos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”.
A decisão dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas ocorre depois que o senador Flávio Bolsonaro se encontrou com o presidente Donald Trump, no país. Ele mesmo admitiu ter pedido a Trump que as facções criminosas sejam classificadas como organizações terroristas.
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