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Mário Frias recua e admite dinheiro de Vorcaro em filme sobre Bolsonaro

Por CNN 15/05/2026 08:39 Atualizado em 15/05/2026 08:39

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) mudou de versão e admitiu, na quinta-feira (14), que a produção do longa-metragem “Dark Horse”, cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), recebeu recursos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Em nota enviada à imprensa, Frias afirma que não há contradição entre os posicionamentos públicos sobre o financiamento do projeto, mas “uma diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento”.

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“Quando afirmei anteriormente que não há ‘um centavo do Master’ no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora. O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta.”

A Entre Investimentos e Participações atuava em parceria com outros negócios comandados por Vorcaro.

O novo posicionamento ocorre após contradições nas declarações públicas feitas por envolvidos no caso.

Ainda na quarta-feira (13), a empresa produtora do filme, GOUP Entertainment, afirmou “categoricamente que, dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário”.

No mesmo dia, o deputado Mário Frias, que é produtor executivo do longa, afirmou o mesmo.

“Como já esclareceu a produtora GOUP Entertainment, não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse. E, ainda que houvesse, não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido. E, na época, não havia qualquer suspeita a ele e seu banco”, disse o parlamentar em nota publicada em seu perfil no X.

Já o senador Flávio Bolsonaro admitiu, primeiro em nota, depois de uma reunião de emergência com o comando da pré-campanha, que “o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”.

“Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”, afirmou Flávio.

Horas depois, em um vídeo postado nas redes sociais, o senador afirmou que Vorcaro tinha um contrato com a produção do filme e que o banqueiro havia parado de honrar o compromisso, atrasando o pagamento das parcelas.

Segundo reportagem divulgada na quarta-feira pelo Intercept Brasil, Flávio negociou um repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, diretamente com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro .

A reportagem afirma ter tido acesso a áudios, mensagens, documentos e comprovantes bancários ligados à negociação entre os envolvidos.

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