Mulher que sofreu queimaduras após filho atear fogo em moto morre no ES

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Mulher que sofreu queimaduras após filho atear fogo em moto morre no ES

Morreu neste domingo (3) a mulher, de 53 anos, que sofreu graves queimaduras após o filho atear fogo na própria motocicleta durante uma fiscalização de trânsito na ES-368, no município de Domingos Martins, no dia 28 de abril. Na ocasião, os policiais identificaram que o veículo estava sem placa de identificação. 

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou socorro ao suspeito e à mãe dele, que também foi atingida pelas chamas. Ambos foram encaminhados ao Hospital Jayme Santos Neves, no bairro Morada de Laranjeiras, na cidade de Serra. 

Segundo informações da unidade hospitalar, a vítima deu entrada com queimaduras graves. 

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), em Vitória, onde passará por necropsia antes de ser liberado aos familiares. 

Veja vídeo:

Relembre o caso 

No dia 28 de abril, durante uma fiscalização de trânsito na ES-368, em frente ao DPM de Melgaço, em Domingos Martins, militares abordaram uma motocicleta sem placa de identificação. Após ser informado sobre as medidas administrativas e a retenção do veículo, o suspeito passou a demonstrar comportamento agressivo e deixou o local, segundo as autoridades. 

Algum tempo depois, ele retornou com a placa de identificação, porém com danos nos pontos de encaixe. 

Ao ser informado de que a irregularidade não poderia ser reparada naquele momento, o homem se afastou alguns metros e voltou com um galão de gasolina. Os agentes pediram que ele soltasse o recipiente, mas ele não obedeceu e lançou gasolina sobre a motocicleta e sobre a própria mãe, que tentava contê-lo, ateando fogo em seguida. 

O suspeito resistiu à prisão, e familiares tentaram impedir a ação policial. Ainda assim, ele foi preso em flagrante. 

A Polícia Civil informou que, no decorrer das investigações, a tipificação do crime pode ser alterada no momento do indiciamento, conforme o surgimento de novas provas e análises. Com a morte da vítima, o caso pode ser reclassificado como homicídio.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix