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Nível de ameaça à segurança no Estreito de Ormuz segue “crítico”, diz UKMTO

Por CNN 04/05/2026 00:39

A UKMTO (Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido) afirmou, nesta segunda-feira (4), que o nível de ameaça à segurança marítima no Estreito de Ormuz “permanece crítico” devido às operações militares regionais em curso. O alerta da entidade acontece após o presidente americano, Donald Trump, declarar que os Estados Unidos vão começar a escoltar navios pelo Estreito de Ormuz, em uma iniciativa que ele chamou de “Projeto Liberdade”.

No comunicado, a UKMTO afirma que o “nível de ameaça à segurança marítima no Estreito de Ormuz permanece CRÍTICO devido às operações militares regionais em andamento. Os marítimos devem esperar aumento da presença naval, posturas de proteção de força reforçadas, possíveis chamadas em VHF e congestionamento próximo às áreas de fundeio.”

Ainda na orientação, a autoridade marítima detalha que os EUA estabeleceram uma área de segurança reforçada para apoiar os trânsitos pelo Estreito de Ormuz ao sul do TSS (Esquema de Separação de Tráfego).

“Embarcações que optarem por transitar pelo Estreito de Ormuz devem considerar a rota através das águas territoriais de Omã, ao sul do TSS. Devido ao volume de tráfego previsto, recomenda-se a coordenação com as autoridades de Omã via VHF canal 16 para manter a segurança da navegação.”

Apesar do aumento da segurança dos EUA na via marítima, a UKMTO reforça o alerta para embarcações ao trafegar na região, principalmente por causa de minas não mapeadas.

“O trânsito através ou próximo ao Esquema de Separação de Tráfego deve ser considerado extremamente perigoso, devido à presença de minas que não foram totalmente mapeadas ou neutralizadas. Os operadores são incentivados a revisar cuidadosamente as avaliações de risco e o planejamento de rota antes do trânsito.”

Escolta dos EUA no Estreito de Ormuz

Após o presidente Donald Trump afirmar que os EUA começarão a escoltar navios pelo Estreito de Ormuz a  partir desta segunda-feira, aqui está o que você precisa saber sobre esse ponto estratégico crucial para a economia global.

Com apenas 34 quilômetros de largura em seu ponto mais estreito a via marítima entre o Irã e Omã é a principal rota para o transporte de petróleo bruto de países ricos em petróleo, como Arábia Saudita e Kuwait, para o restante do mundo.

O CENTCOM (Comando Central dos Estados Unidos) afirmou que vai apoiar o “Projeto Liberdade” de Trump para ajudar a liberar navios presos no Estreito de Ormuz.

A operação “apoiará embarcações comerciais que buscam transitar livremente por esse corredor essencial do comércio internacional”, disse o CENTCOM em comunicado divulgado na noite de domingo.

O apoio militar dos EUA à operação incluirá destróieres com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves baseadas em terra e no mar, e 15 mil militares, informou o comunicado.

O estreito tem sido um fator crucial desde o início do conflito, após ter sido efetivamente fechado por Teerã. Nos últimos dias, houve apenas algumas travessias, segundo a Kpler e outras fontes de dados de transporte marítimo. O Irã controla o lado norte do estreito.

Cerca de 20 milhões de barris de petróleo — aproximadamente um quinto da produção global diária — costumavam passar pelo estreito todos os dias, de acordo com a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA, na sigla em inglês), que classifica o canal como um “ponto crítico de estrangulamento do petróleo”. Segundo a EIA, “existem pouquíssimas alternativas para transportar petróleo para fora do estreito caso ele seja fechado”.

O estreito também é responsável por cerca de um quinto do comércio global de gás natural liquefeito.

No sábado, a mídia estatal iraniana informou que o parlamento do país deve aprovar uma lei que prevê restrições sobre quais embarcações podem atravessar o Estreito de Ormuz.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Mais de 2.500 morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

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