Novo caso suspeito de hantavírus é detectado na ilha mais remota do mundo

novo-caso-suspeito-de-hantavirus-e-detectado-na-ilha-mais-remota-do-mundo
Novo caso suspeito de hantavírus é detectado na ilha mais remota do mundo

Um homem britânico que está na ilha de Tristão da Cunha é suspeito de ter contraído o hantavírus, informou a Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido. Autoridades locais disseram que ele era um passageiro do cruzeiro MV Hondiu, que fez escala na ilha entre 13 e 15 de abril.

Tristão da Cunha, lar de apenas cerca de 200 pessoas, fica a meio caminho entre a África do Sul e a América do Sul e é a ilha habitada mais remota do mundo, a mais de 2.400 quilômetros e seis dias de viagem de barco de Santa Helena, sua vizinha habitada mais próxima.

Durante a escala na ilha, alguns passageiros desembarcaram para participar de passeios ecológicos e visitar o comércio local e o pub, conforme mostram imagens online do passeio.

A Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido não forneceu mais detalhes sobre o britânico com suspeita de sintomas.

A ilha, a única habitada de um remoto arquipélago vulcânico, faz parte do território ultramarino britânico de Santa Helena, Ascensão e Tristão da Cunha.

O ministro dos Territórios Ultramarinos do Reino Unido, Stephen Doughty, afirmou em um comunicado publicado anteriormente no site do governo local de Tristão da Cunha que um morador da ilha havia sido hospitalizado e sua esposa estava em isolamento.

Não ficou claro se ele se referia à mesma pessoa.

Além dele, uma mulher de 32 anos na província de Alicante, no sudeste da Espanha, apresenta sintomas compatíveis com hantavírus e está sendo testada, disseram as autoridades de saúde espanholas.

A mulher apresenta “sintomas respiratórios leves” e foi levada a um hospital. Os resultados são esperados em 24 a 48 horas, segundo um comunicado no site do departamento regional de saúde.

O Secretário de Estado da Saúde espanhol, Javier Padilla, afirmou que ela estava sentada duas fileiras atrás do passageiro do navio de cruzeiro, mas o contato entre eles “foi breve”, já que o passageiro havia estado “a bordo por pouco tempo”.

Padilla acrescentou que as autoridades de saúde da região de Valência estão rastreando as pessoas com quem a mulher teve contato nos últimos dias.