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O Grande Debate: Desgaste de Flávio é momentâneo ou consolidado?

Por CNN 20/05/2026 05:39 Atualizado em 20/05/2026 05:40

O comentarista da CNN José Eduardo Cardozo e a ex-senadora e jornalista Ana Amélia Lemos debateram, na terça-feira (19), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), sobre a pesquisa Atlas: Desgaste de Flávio é momentâneo ou consolidado?

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada na terça-feira revelou uma queda expressiva nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno da eleição presidencial. O levantamento, que ouviu 5.032 eleitores entre os dias 13 e 18 de maio, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%, aponta Flávio Bolsonaro com 41,8% das intenções de voto, contra 48,9% de Luiz Inácio Lula da Silva. O índice de eleitores que votariam em branco, nulo ou que não souberam responder subiu de 4,7% para 9,3%.

A pesquisa é a primeira divulgada desde a revelação de um áudio de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, no qual ele pede o financiamento do filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em março, Flávio Bolsonaro registrava 47,6% das intenções de voto, número que subiu ligeiramente para 47,8% em abril antes de despencar para 41,8% na edição mais recente. O levantamento foi realizado com recursos próprios e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral.

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Desgaste “brutal” e escândalo ainda em curso

Para José Eduardo Cardozo, o recuo nas pesquisas é apenas o começo de uma queda mais profunda. “É um desgaste brutal, muito forte, atinge a essência daquilo que um candidato precisa no momento em que está reunindo forças para manter a decolagem do início da campanha”, afirmou. Cardozo destacou que o escândalo ainda está em desenvolvimento, com novos fatos surgindo a cada dia, incluindo a revelação de que Flávio Bolsonaro teria se encontrado com Daniel Vorcaro após a prisão deste, com tornozeleira eletrônica, contrariando declarações anteriores de que nunca havia tido contato com ele.

Cardozo também chamou atenção para questionamentos sobre o uso de emendas parlamentares no financiamento do filme, por meio de uma ONG, para uma produtora que, segundo ele, não estaria registrada no Brasil. “Esse é um escândalo que parece que vai tomar corpo brutalmente. A cada segundo que passa, novos fatos são descobertos”, disse. Na avaliação dele, retirar a candidatura de Flávio Bolsonaro equivaleria a uma “confissão de culpa”, mas mantê-la prejudicaria qualquer projeto de unificação do campo da extrema-direita.

Ausência de plano B

Ana Amélia Lemos concordou com a gravidade do cenário, destacando que a crise pegou a direita brasileira de surpresa. Segundo ela, não há um plano B consolidado para substituir Flávio Bolsonaro. “O plano B se esgotou quando Tarcísio de Freitas não pediu a desincompatibilização como governador de São Paulo”, afirmou. Ela também mencionou que Michelle Bolsonaro, apontada por alguns como a candidata com maior potencial de enfrentar Lula entre os nomes da direita, não seria aceita pelo clã Bolsonaro.

Lemos destacou ainda que a perda de seis pontos percentuais em apenas uma semana reflete um cenário de indefinição que, no momento, favorece a reeleição de Lula. Ela ponderou que, embora a direita possa tentar instalar uma CPMI para investigar o caso, o tempo é escasso — restam apenas 19 semanas para a eleição —, o que torna a eficácia dessa estratégia “de resultado duvidoso”. “Agora é buscar provas ou tentar uma defesa mais convincente do que foi feita até agora”, concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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