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Operação mira grupo que movimentou R$ 338 milhões em esquema de lavagem

Por CNN 20/05/2026 07:39 Atualizado em 20/05/2026 07:40

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quarta-feira (20), a Operação Tarja Oculta, que mira uma organização criminosa suspeita de ter movimentado mais de R$ 338 milhões através de lavagem de dinheiro e clonagem de cartões entre 2017 e 2022.

São cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, localizados nas zonas Oeste e Norte da capital fluminense. Até o momento, cerca de 25 pessoas suspeitas de integrarem o grupo foram identificadas pelos agentes.

Nos endereços investigados, policiais apreenderam grande quantia de dinheiro. Veja imagens abaixo:


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Investigação

Conforme apurado pela polícia, os investigados atuavam de forma estruturada, divididos em seis núcleos funcionais, sob a utilização de empresas de fachada,“laranjas”, contas de passagem e saques fracionados para fragmentar valores, coibir o rastreamento e burlar mecanismos de controle financeiro.

A investigação teve início em 2022, após uma instituição financeira comunicar movimentações atípicas de uma conta. Segundo a corporação, na ocasião, um dos alvos tentou sacar R$ 1 milhão em espécie em uma agência bancária, levantando suspeitas e fazendo com que fosse iniciado o trabalho de inteligência e análise por parte da especializada.

Estima-se que a organização atuou por cerca de cinco anos, lavando dinheiro, clonando cartões e praticando outros crimes. Mais de R$ 338 milhões foram movimentados durante o esquema.

Conduzidas com base em RIFs (Relatórios de Inteligência Financeira), as investigações indicam ainda itensa movimentação financeira entre os investigados, além de operações incompatíveis com a capacidade econômica declarada de parte dos envolvidos.

A ação, conduzida por agentes da DCC-LD (Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro), conta com o apoio de equipes da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), do DGPE (Departamento-Geral de Polícia Especializada), do DGPC (Departamento-Geral de Polícia da Capital) e do DGPB (Departamento-Geral de Polícia da Baixada).

As diligências seguem em andamento, buscando o esclarecimento e identificação completa da estrutura financeira utilizada, além de individualizar as condutas dos investigados e rastrear a destinação dos ativos ilícitos.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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