O papa Leão XIV pediu a Deus que inspirasse os líderes mundiais a acalmar as tensões globais e reduzir o ódio em um discurso nesta sexta-feira (8 de maio), para marcar seu primeiro aniversário como chefe da Igreja Católica.
O discurso acontece um dia após ele se encontrar com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, no Vaticano.
Leão XIV, que atraiu a ira do presidente americano, Donald Trump, após criticar a guerra com o Irã, pediu aos fiéis que rezassem para que os governos de todo o mundo se afastassem da violência.
Em uma visita a Pompeia, cidade moderna a cerca de 245 km ao sul de Roma, perto das famosas ruínas de uma erupção vulcânica, o papa disse que se uniria às orações para que Deus começasse a “tocar os corações, acalmando o rancor e os ódios fratricidas e iluminando aqueles que têm responsabilidades especiais no governo”.
Em uma visita a Pompeia, cidade moderna a cerca de 245 km ao sul de Roma, perto das famosas ruínas de uma erupção vulcânica, o papa disse que se uniria às orações para que Deus começasse a “tocar os corações, acalmando o rancor e os ódios fratricidas e iluminando aqueles que têm responsabilidades especiais no governo”.
Leão XIV, o primeiro papa dos EUA, conversou com Rubio na quinta-feira (7) em um clima de tensão com Washington, já que Trump tem repetidamente menosprezado o pontífice nas redes sociais.
O Vaticano afirmou posteriormente que ambos se comprometeram a melhorar suas relações bilaterais, num gesto que fontes internas descreveram como um reconhecimento incomum das tensões sem precedentes.
A embaixada dos EUA junto à Santa Sé declarou na rede social X após o encontro que o pontífice e o secretário americano discutiram “tópicos de interesse mútuo no Hemisfério Ocidental”.
Leão XIV, o então Cardeal Robert Prevost, foi eleito pelos cardeais do mundo para suceder o papa Francisco como líder da Igreja Católica, com seus 1,4 bilhão de fiéis, em 8 de maio de 2025.
Prevost, que passou décadas como missionário e bispo no Peru antes de se tornar papa, manteve um perfil relativamente discreto em seus primeiros 10 meses, mas tem se manifestado veementemente contra a guerra e o despotismo nas últimas semanas.
Em sua mensagem para milhares de pessoas na praça principal de Pompeia, nesta sexta-feira (8), o pontífice lamentou que a paz mundial esteja “ameaçada por tensões internacionais e por uma economia que prefere o comércio de armas ao respeito pela vida humana”.
Ele exortou as pessoas a não se acostumarem com a guerra. “Não podemos nos resignar às imagens de morte que os noticiários nos mostram todos os dias”, disse Leão.