Início / Versão completa
geral

Planalto vê demonstração de força para pressionar Senado por fim da 6×1

Por CNN 28/05/2026 01:39 Atualizado em 28/05/2026 01:39

Diante do resultado amplamente favorável na Câmara dos Deputados, o Palácio do Planalto vê uma demonstração de força do governo e da própria proposta sobre o fim da escala trabalhista 6×1 para avançar com o texto no Senado de forma célere.

A PEC (proposta de emenda à Constituição) que implementa a escala 5×2 e reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais foi aprovada em dois turnos na noite desta quarta-feira (27) no plenário da Câmara. O placar do primeiro turno foi de 472 a 22 votos. O do segundo foi de 461 a 19. Agora, o texto segue para o Senado.

Para o governo, os placares amplos e com folga servirão também como uma forma de pressionar os senadores a aprovarem a proposta como ratificada pela Câmara — portanto, sem mudanças ou com menos mudanças em seu conteúdo.

Os resultados foram melhores até do que o esperado pelos próprios governistas, que antes falavam entre 390 e 450 votos favoráveis.

Os ministros José Guimarães (Relações Institucionais) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) estiveram presentes na Câmara ao longo de todo o dia para as articulações até o final da análise da proposta.

Ao longo destas últimas semanas, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eles conseguiram amarrar um acordo sólido com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o centrão.

A oposição e alguns poucos deputados de centro se viram sozinhos em críticas mais contundentes ao texto — tanto que a maioria dos parlamentares do PL votou a favor da proposta na noite desta quarta.

O Planalto quer que o Senado aprove a proposta até o final de julho, antes do recesso parlamentar, e a tempo de os trabalhadores sentirem o efeito das mudanças nas eleições de outubro.

Líderes do centrão na Câmara avaliam ser quase certeza que os senadores farão alguma mudança no texto. Neste caso, a depender das alterações, a proposta ainda teria de voltar para uma última análise da Câmara.

O PL no Senado já trabalha para alongar a tramitação da proposta, fazendo-a passar por mais de uma comissão temática antes de chegar ao plenário, por exemplo.

Pelo texto aprovado na Câmara, as mudanças na jornada e na escala trabalhista começarão a partir de 60 dias após a promulgação da proposta no Congresso e levarão ao menos 14 meses para serem totalmente implementadas.

Recomendado
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.