Por que contas do São Paulo têm ressalvas mesmo com redução da dívida
O São Paulo apresentou resultados considerados positivos no balanço de 2025, divulgado na última quinta-feira (30). No entanto, uma auditoria independente apresentou diversas ressalvas em relação às contas do clube, que não foram aprovadas pelo Conselho Deliberativo em março deste ano.
As principais ressalvas são as investigações policiais sobre práticas ilícitas, que foram apontadas pela auditoria.
Além do faturamento que superou R$ 1 bilhão, o São Paulo registrou superávit de R$ 56 milhões, diante de um resultado de deficitário de R$ 287,6 milhões em 2024. O clube também reduziu sua dívida em R$ 110 milhões, estabelecendo o total em R$ 858 milhões.
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Os resultados são impulsionados por vendas de jogadores, patrocínios, marketing, rentabilização do Morumbis e direitos de transmissão.
A auditoria indicou as ressalvas em relação às contas, entre elas saques não especificados das contas do Tricolor.
“Foram efetuados saques em contas bancárias do São Paulo Futebol Clube cuja natureza, finalidade e documentação de suporte não estavam integralmente disponíveis para exame no curso de nossos trabalhos”, diz trecho do relatório administrativo.
“Não nos foi possível obter evidência de auditoria apropriada e suficiente que corroborasse parte desses saques, em razão da ausência de documentos comprobatórios que permitissem validar a efetiva destinação dos recursos. Dessa forma, não pudemos determinar, por meio de procedimentos adicionais de auditoria, se seriam necessários ajustes nas demonstrações contábeis relacionados a eventuais registros, baixas ou reclassificações associadas a tais operações”, acrescenta.
A exploração indevida de ativos vinculados ao Morumbis, como camarotes, procedimentos administrativos internos e a suspeita sobre desvios de verbas em negociações de jogadores também são ressalvas citadas no documento.
Então responsável pelas contas do clube, o ex-presidente Julio Casares é um dos investigados dos casos de corrupção, com ênfase às apurações sobre saques de R$ 11 milhões em dinheiro das contas do São Paulo.
Os escândalos resultaram no processo de impeachment de Casares, que renunciou ao cargo. O atual presidente do São Paulo é Harry Massis Júnior, que buscava a aprovação das contas para não dificultar os planos financeiros do clube nesta temporada, como empréstimos bancários.
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