Os presidentes Lula (PT) e Donald Trump realizaram uma reunião de aproximadamente três horas no Salão Oval, em Washington, nesta quinta-feira (7). O encontro, amplamente noticiado, tratou especialmente de temas como comércio, tarifas e minerais raros, e terminou de forma positiva, segundo os envolvidos na conversa.
Do lado brasileiro, participaram da reunião Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, Wellington Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública, Dario Durigan, ministro da Fazenda, Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, e Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Pelo lado americano, estiveram presentes o vice-presidente J.D. Vance, os secretários Scott Bessent e Howard Lutnick, além do representante comercial Jamieson Greer.
A pedido de Lula, a imprensa não pôde acompanhar os momentos anteriores ao início oficial da reunião. A Casa Branca costuma permitir que jornalistas façam perguntas no Salão Oval antes do começo das tratativas, mas Lula preferiu evitar a situação.
Elogios mútuos após o encontro
Após a conversa, vieram os elogios. Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que Lula era um “presidente muito dinâmico” e que representantes dos dois países voltarão a se reunir para discutir elementos-chave das tratativas. Trump também deixou aberta a possibilidade de novos encontros com o brasileiro nos próximos meses.
Lula, por sua vez, reforçou a importância da relação entre os dois países. “Eu saio muito, muito satisfeito da reunião. Acho que foi uma reunião importante para o Brasil e importante para os Estados Unidos”, declarou. O brasileiro ainda comentou com bom humor sobre o clima d08o encontro: “Eu sempre acho que a fotografia vale muito e vocês perceberam que o presidente Trump rindo é melhor do que ele de cara feia.”
Tarifas, minerais raros e crime organizado
Sobre o aspecto tarifário, os dois países concordaram em criar um grupo de trabalho envolvendo ministros e secretários, com prazo de 30 dias para tentar resolver a questão. No entanto, nenhum dos dois lados saiu da reunião com algo concreto em mãos. Lula afirmou esperar que um dos lados ceda nas negociações: “Quem tiver errado vai ceder. Se a gente tiver que ceder, nós vamos ceder. Se vocês tiverem que ceder, vocês vão ter que ceder.”
Sobre terras raras, o tema também ficou em aberto. Lula deixou espaço para uma participação americana, especialmente na extração dos materiais, mas manteve a possibilidade de parcerias com outros países. O Planalto ainda propôs um trabalho conjunto no combate ao crime organizado, embora, segundo Lula, ele e Trump não tenham discutido a classificação de facções criminosas durante o encontro.