Início / Versão completa
geral

Suriname deve pedir ajuda ao Brasil com segurança alimentar e rota marítima

Por CNN 28/05/2026 03:41 Atualizado em 28/05/2026 03:41

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, em visita oficial nesta quinta-feira (28). O encontro acontece no Palácio do Planalto, a partir das 11h.

A visita marca também os 50 anos das relações diplomáticas entre Brasil e Suriname, estabelecidas em 1976. Desde o início do terceiro mandato de Lula, Brasil e Suriname já realizaram 15 encontros de alto nível, segundo o Itamaraty.

A CNN apurou que a presidente do Suriname deve pedir ajuda ao Brasil em dois pontos principais: segurança alimentar, com acordos para o desenvolvimento da produção interna e para a ampliação do fornecimento de produtos brasileiros, e melhoria na infraestrutura de exportação, com avanços na rota marítima que liga os dois países.

Leia Mais

Não existe, hoje, ligação terrestre entre Brasil e Suriname, já que a fronteira é coberta por barreiras naturais. Segundo o Itamaraty, 93% do território do Suriname é formado por florestas. Por isso, o acesso entre os dois países é feito por rotas aéreas ou marítimas, que ainda são limitadas.

Devido a essas limitações logísticas, o Brasil enviou um avião da FAB para buscar a presidente surinamesa e aproveitou o voo para entregar ajuda humanitária ao Suriname, incluindo vacinas, testes de Covid-19 e medicamentos contra tuberculose.

Jennifer Geerlings-Simons deve pedir, então, ajuda do Brasil para ampliar a rota marítima. No programa de Rotas de Integração Sul-Americana, o Ministério do Planejamento e Orçamento incluiu o Suriname na Rota 1, o Anel das Guianas. Pelo lado brasileiro, a visita pode dar concretude à rota, o que ajudaria a integrar as regiões isoladas do Norte do Brasil, facilitaria o acesso ao Caribe e reduziria custos logísticos para exportadores brasileiros.

A presidente demonstrou também interesse especial na área social e no setor de energia. Após ser recebida pelo presidente Lula, a mandatária do Suriname deve visitar uma unidade do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), um projeto habitacional do Minha Casa, Minha Vida e a Embrapa Cerrado.

Jennifer Geerlings-Simons assumiu a presidência do Suriname em setembro de 2025 e tem buscado, desde o início da sua gestão, ampliar parcerias regionais diante da expectativa de crescimento econômico impulsionado pela exploração de petróleo.

Recentemente, o Suriname descobriu grandes reservas de petróleo e gás natural no país. Estimativas indicam que o país possui entre quatro bilhões e seis bilhões de barris de petróleo, além de volumosas reservas de gás.

Brasil e Suriname vão assinar 12 atos para ampliar o acordo comercial bilateral, hoje considerado “muito modesto” pelo Itamaraty. Veja quais pontos devem ser firmados:

  1. Memorando de entendimento em segurança cibernética;
  2. Emenda ao acordo de cooperação de defesa;
  3. Memorando de entendimento para a realização de operações militares espelhadas na faixa de fronteira;
  4. Memorando de entendimento de ciência, tecnologia e inovação;
  5. Memorando de cooperação técnica em políticas sociais;
  6. Memorando de cooperação técnica para universalização do acesso a saúde pública;
  7. Memorando de cooperação técnica para o manejo integrado do fogo;
  8. Memorando de cooperação técnica de segurança de barragens hidrelétricas;
  9. Acordo de cooperação no enfrentamento ao tráfico de pessoas;
  10. Memorando de cooperação entre as duas polícias;
  11. Carta de intenções em transporte marítimo e em atividades portuárias;
  12. Promulgação do acordo em matéria de defesa.
Recomendado
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.