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Taiwan diz que reunião EUA-China não teve informações surpreendentes

Por CNN 14/05/2026 08:39 Atualizado em 14/05/2026 08:39

Taiwan afirmou nesta quinta-feira (14) que nada de surpreendente resultou da cúpula entre os líderes chineses e americanos em Pequim, mas que a China deveria cessar a pressão militar sobre Taipei, pois essa é a verdadeira ameaça à paz.

O presidente chinês, Xi Jinping, alertou o presidente americano, Donald Trump, no início do dia, que a discordância sobre Taiwan, que Pequim considera seu próprio território e que depende de armamentos americanos, poderia levar as relações a um caminho perigoso e até mesmo resultar em conflito.

Em declaração feita em Taipei, o vice-chefe e porta-voz do Conselho de Assuntos Continentais, Liang Wen-chieh, afirmou que, em praticamente todas as reuniões entre China e Estados Unidos, Taiwan é um dos temas mais importantes da agenda.

“Até o momento, tudo o que podemos dizer é que não houve nenhuma informação surpreendente e continuaremos a manter uma comunicação próxima com o lado americano”, declarou ele, acrescentando que comentários sobre um possível conflito já haviam sido feitos anteriormente.

A verdadeira ameaça à paz, que corre o risco de desencadear uma crise, é o assédio militar contínuo da China, afirmou Liang, e não o desejo do povo taiwanês de manter seu modo de vida.

“Se a manutenção da paz e da estabilidade no Estreito de Taiwan é realmente o maior ponto em comum entre a China e os Estados Unidos, então o Partido Comunista chinês deveria conter seu próprio comportamento de intimidação militar”, acrescentou ele.

Um comunicado da Casa Branca sobre a reunião não mencionou Taiwan, e Trump não respondeu quando um repórter gritou uma pergunta sobre se os líderes haviam discutido Taiwan enquanto ele posava para fotos com o presidente Xi Jinping.

Reivindicação por Taiwan

A China nunca renunciou ao uso da força para colocar Taiwan, governada democraticamente, sob seu controle, e seus aviões e navios de guerra operam ao redor da ilha quase diariamente.

Pequim classifica o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, como “separatista” e alertou que qualquer tentativa de promover a independência formal de Taipei poderia levar à guerra.

Liang afirmou que a “independência de Taiwan” era uma questão falsa e que o governo buscava apenas manter o status quo — a continuidade da República da China, o nome oficial da ilha.

“Na visão deles, comprar armas é ‘independência de Taiwan’. Prender espiões é ‘independência de Taiwan’”, disse ele, usando um termo antigo da Guerra Fria.

O governo derrotado da República da China fugiu para Taiwan em 1949, após perder a guerra civil contra os comunistas de Mao Tsé-Tung, que fundaram a República Popular da China.

Os Estados Unidos são o principal apoiador internacional de Taiwan, apesar da ausência de relações diplomáticas formais, e seu maior fornecedor de armas.

O governo de Taiwan rejeita as reivindicações de soberania de Pequim, afirmando que somente o povo da ilha pode decidir seu futuro.

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