Waack: Lula busca fórmula para lidar com imprevisível Trump
Quem descobrir a fórmula para lidar com Donald Trump que trate de patenteá-la, ou venda o segredo para chefes de Estado e Governo que têm de se ajeitar com o chefão da Casa Branca. Peitá-lo ou puxar o saco dele parece levar à mesma situação: nunca se sabe muito bem o que ele vai fazer depois.
Trump tem tratado aliados pior do que adversários históricos. Literalmente dependendo de como ele acorda, ou não conseguiu dormir, pois é ele muito ativo em rede social durante a madrugada. Trump pode ir do tapa ao afago na mesma frase.
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Chegou a vez de Lula de enfrentar o presidente americano em um jogo na casa dele, de Trump. Os assuntos na mesa vão da geopolítica – que inclui a guerra contra o Irã – ao comércio, passando pelo forte interesse de grandes empresas americanas e inclui temas estratégicos, como a exploração de minerais críticos e o monopólio da China nesse setor.
Também está nessa conversa, possivelmente, a regulação de redes sociais, que para Trump é tanto um problema de negócios quanto de ideologia. E chegando – ou começando – pelo combate ao crime organizado transnacional.
Mas como é que Trump enxerga o brasil? E não apenas Lula, com quem disse que tem boa química. O Trump enxerga o Brasil como um importante aliado regional, de peso, na ideia de que o Hemisfério Ocidental é reservado para controle por parte dos Estados Unidos? Ou enxerga como potencial aliado da China, o grande adversário dos americanos? Talvez nem Trump saiba dizer.
Ele acha que sabe exatamente o que é bom para os Estados Unidos. O problema para Lula – mas não só para ele – é que Trump acha que sabe também o que é bom para os outros.