Zelensky afirma que proposta de adesão associada à UE é “injusta”
O presidente Volodymyr Zelenskiy, afirmou em carta aos líderes da UE (União Europeia) que a proposta alemã de conceder à Ucrânia o status de membro “associado” do bloco é “injusta”, pois deixaria Kiev sem voz diante dos demais países.
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O chanceler alemão Friedrich Merz sugeriu permitir que a Ucrânia participe das reuniões da UE sem direito a voto como uma etapa intermediária para a adesão plena ao bloco, o que, segundo ele, poderia facilitar um acordo para pôr fim à guerra de quatro anos desencadeada pela invasão russa.
Em resposta, Zelensky afirmou em sua carta, enviada na noite de sexta-feira (22) e analisada pela agência Reuters, que a destituição do primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán – um ferrenho opositor da adesão da Ucrânia à UE – após as eleições do último mês, criou a oportunidade para um progresso substancial nas negociações de adesão.
“Seria injusto que a Ucrânia estivesse presente na União Europeia, mas permanecesse sem voz”, disse Zelensky em sua mensagem. “Chegou a hora de avançarmos com a adesão da Ucrânia de forma plena e significativa.”
A carta foi endereçada ao Presidente do Conselho Europeu, António Costa, à Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e ao Presidente cipriota, Nikos Christodoulides, que ocupa a presidência rotativa do Conselho da UE.
Zelensky agradeceu aos líderes europeus pelo apoio durante a guerra e afirmou que a Ucrânia estava servindo de baluarte contra a agressão russa para todo o bloco de 27 nações.
“Estamos defendendo a Europa – plenamente, não parcialmente, e não com medidas tímidas”, disse ele. “A Ucrânia merece um tratamento justo e igualdade de direitos dentro da Europa.”