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Aeroporto do Kuwait é alvo de ataques do Irã e suspende operações

Por CNN 03/06/2026 02:39 Atualizado em 03/06/2026 02:39

Um ataque com drones e mísseis iranianos atingiu o aeroporto internacional do Kuwait na madrugada desta quarta-feira (3), deixando feridos e forçando as autoridades a desviarem e cancelarem voos.

De acordo com o porta-voz oficial do Ministério da Defesa do Kuwait, o Coronel Saud Abdulaziz Al-Otaibi, em pronunciamento no X, o ataque causou “danos graves” ao edifício do Terminal 1 do aeroporto.


“O porta-voz oficial do Ministério da Defesa, o Coronel Saud Abdulaziz Al-Otaibi, declarou que vários drones inimigos visaram hoje o edifício de passageiros (T1) do Aeroporto Internacional do Kuwait em resultado da agressão iraniana criminosa, o que resultou em danos materiais graves no edifício e ferimentos em várias pessoas, que receberam os cuidados médicos necessários”, diz a publicação.

De acordo com o Ministério da Defesa do Kuwait, “forças armadas estão acompanhando a situação em coordenação com as entidades relevantes, e estão em estado de prontidão total para lidar com qualquer novidade, e adotar todas as medidas necessárias para preservar a segurança do país e sua estabilidade.”

Anteriormente, os militares dos Estados Unidos disseram que dois mísseis iranianos disparados contra o Kuwait não atingiram o alvo ou se desintegraram durante o trajeto, e que três mísseis lançados contra o Bahrein foram interceptados pelas forças americanas e do Bahrein.

O Comando Central dos EUA acrescentou que o Irã lançou mísseis balísticos em direção a países vizinhos da região, mas todos falharam em atingir os alvos.

As forças americanas realizaram ataques na ilha de Qeshm em resposta a tentativas de ataque do Irã e derrotaram vários mísseis balísticos e drones iranianos.

Relembre como começou a guerra no Irã

No dia 28 de fevereiro, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou um ataque “de grande escala” ao Irã, afirmando que o principal objetivo do país era “defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano”.

Segundo ele, essas ameaças incluíam o programa nuclear de Teerão – um ponto de atrito recorrente que também tem dificultado as negociações mais recentes para pôr fim aos combates.

Os ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã — que resultaram na morte do então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei — causaram milhares de mortes em todo o país e danos a dezenas de museus, edifícios históricos e sítios culturais, segundo veículos de imprensa e autoridades iranianas.

Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques retaliatórios em todo o Oriente Médio e fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Semanas antes do início da guerra, o governo Trump realizou o maior acúmulo militar no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, desencadeando alertas sobre a escalada da violência regional caso um conflito eclodisse.

Ao mesmo tempo, enviados dos EUA mantinham conversas regulares com o Irã sobre um possível novo acordo nuclear. Mas essas negociações não foram capazes de evitar uma ação militar, com Trump acusando o Irã na época de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”.

O início da guerra em fevereiro também ocorreu após protestos em massa contra o regime no Irã no mês anterior, alimentados pelo descontentamento econômico em meio ao aumento vertiginoso dos custos.

*com informações da Reuters

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