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Casos confirmados de Ebola na República Democrática do Congo sobem para 363

Por CNN 03/06/2026 20:39 Atualizado em 03/06/2026 20:40

O número de casos confirmados de Ebola na República Democrática do Congo subiu para 363, incluindo 62 mortes, de acordo com dados do governo divulgados nesta quarta-feira (3).

A OMS(Organização Mundial da Saúde) afirmou que o mundo está “alcançando” o ritmo do surto de Ebola na República Democrática do Congo, embora ainda existam desafios.

“O surto teve uma grande vantagem inicial, e ainda estamos atrás, mas, sob a liderança do governo da RDC, estamos recuperando terreno”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma coletiva de imprensa.

O surto, ligado à cepa Bundibugyo do vírus, se espalhou para a vizinha Uganda, onde foram confirmados 15 casos, incluindo uma morte, informou a OMS.

O acesso aos testes também melhorou, razão pela qual centenas de casos inicialmente suspeitos de Ebola já foram descartados, segundo a OMS. Os testes mais comuns utilizados para detectar a doença não identificam a cepa Bundibugyo responsável por este surto, o que provocou um acúmulo de casos pendentes de análise.

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“O que a equipe em campo está fazendo é eliminar esse acúmulo”, afirmou Abdirahman Mahamud, diretor de operações de alerta e resposta a emergências de saúde da OMS.

A resposta ao surto continua enfrentando dificuldades para ampliar a capacidade de testagem e rastrear contatos dos infectados. Além disso, restrições generalizadas de viagem impostas por alguns países estão interrompendo cadeias de suprimentos e prejudicando os esforços de combate à doença, segundo a OMS.

Apenas cerca de 45% dos contatos dos casos confirmados foram monitorados. Para controlar o surto, esse índice precisa superar 90%, afirmou Tedros.

O diretor-geral da OMS também disse que o surto pode ter começado já em janeiro e que as equipes ainda investigam essa possibilidade, mas ressaltou que o foco agora deve ser conter a disseminação da doença.

Para isso, a OMS precisará de pelo menos US$ 115 milhões nos próximos três meses. Atualmente, cerca de 35% desse valor já foi arrecadado, informou o diretor de emergências da organização, Chikwe Ihekweazu, acrescentando que será necessário “muito mais” financiamento ao longo de toda a resposta ao surto.

Um plano mais amplo de combate à doença e uma campanha de arrecadação de recursos serão lançados na sexta-feira em parceria com outras instituições, incluindo os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC) e os governos da República Democrática do Congo e de Uganda.

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