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Colômbia: Candidato da esquerda volta atrás em acusação de irregularidades

Por CNN 01/06/2026 12:39 Atualizado em 01/06/2026 12:40

Iván Cepeda, candidato governista à Presidência da Colômbia, recuou nesta segunda-feira (1°) e negou que sua equipe tenha evidências de grandes irregularidades no primeiro turno das eleições, realizadas no domingo (31).

“Fizemos as verificações necessárias. E até agora, preciso dizer, porque sou uma pessoa séria e transparente, não encontramos neste momento fatos de uma dimensão ou profundidade que mereçam um pronunciamento sobre eventuais irregularidades”, disse ele em declarações à imprensa.

Anteriormente, o candidato da esquerda havia dito que não falaria sobre os resultados eleitorais antes de o organismo responsável pelo processo se pronunciar acerca de uma suposta discrepância no número de eleitores que foram às urnas e do que qualificou como “votações atípicas” em alguns centros.

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Apesar de pesquisas eleitorais posicionarem Cepeda como favorito no primeiro turno, o candidato da esquerda ficou atrás do ultradireitista Abelardo de la Espriella.

O candidato conservador obteve 43,74% dos votos, contra os 40,9% recebidos pelo governista.

Antes mesmo do pronunciamento de Cepeda, o presidente colombiano, Gustavo Petro, disse não reconhecer os resultados, alegando que mais de 800 mil pessoas foram incluídas irregularmente no padrão eleitoral nas últimas semanas.

Em resposta, De la Espriella pediu que as forças de segurança do país e o Exército atuem para defender a Constituição caso Cepeda e Petro não reconheçam os resultados.

“[Faço] um chamado à Força Pública e ao Exército da pátria para que ativem o mecanismo constitucional no caso de que esse delinquente pretenda não reconhecer a vontade do povo colombiano”, disse De La Espriella, sobre Petro.

Dirigindo-se também a Cepeda, o candidato conservador ameaçou: “Não se atrevam em insistir em não reconhecer os resultados das eleições, porque o povo vai se levantar e vai castigá-los”.

De la Espriella também pediu aos Estados Unidos e demais “países democráticos” que acompanhem de perto o processo eleitoral colombiano.

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