Uma falha em um satélite contratado pelo Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) foi responsável pelos problemas operacionais registrados nos aeroportos de São Paulo na terça-feira (2).
Segundo Tiago Faierstein, diretor-presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o incidente afetou as operações por apenas alguns minutos e não comprometeu a segurança dos voos.
Faierstein esclareceu que o problema não ocorreu na infraestrutura do próprio Decea, mas sim em um dos satélites utilizados pelo departamento para gerar as frequências de comunicação com as aeronaves.
“O problema aconteceu em um dos satélites que é contratado pelo Decea para poder gerar essas frequências que o Decea usa para se comunicar com as aeronaves”, explicou.
Planos de contingência evitaram situação mais grave
O Decea agiu rapidamente ao acionar seus planos de contingência, trocando as frequências afetadas. Para as decolagens, as comunicações foram transferidas para a torre de controle do aeroporto, onde as frequências estavam disponíveis.
Faierstein destacou que o sistema conta com redundâncias e protocolos reconhecidos internacionalmente.
“Nós temos a sorte no Brasil de ter um órgão de excelência como o Decea , que trabalha tanto pelo nosso país e evita que problemas pontuais como esse se tornem problemas de segurança operacional”, afirmou.
O episódio foi comparado a um incidente anterior, ocorrido cerca de dois meses antes, quando um princípio de incêndio levou à evacuação do prédio do Decea.
Naquela ocasião, as operações foram transferidas rapidamente para o centro de controle de Brasília. Faierstein ressaltou que nenhum dos dois eventos deve ser interpretado como falha sistêmica.
“Isso realmente são casos pontuais, assim como uma tempestade ocorre também, sem ser planejado”, disse.
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