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EUA atacam instalações de comando de drones e radares do Irã

Por CNN 01/06/2026 00:39 Atualizado em 01/06/2026 00:39

Os Estados Unidos realizaram ataques contra radares iranianos e centros de comando e controle de drones nas ilhas iranianas de Goruk e Qeshm durante o fim de semana, informou o CENTCOM (Comando Central dos EUA), na madrugada desta segunda-feira (1°).

Os ataques foram uma resposta a “ações agressivas do Irã, incluindo o abate de um drone MQ-1 dos EUA que operava sobre águas internacionais”, disse o exército americano em publicação no X. O CENTCOM classificou a ofensiva como “ataques em legítima defesa“.

 


“Aeronaves de combate dos Estados Unidos responderam rapidamente, destruindo defesas aéreas iranianas, uma estação de controle em solo e dois drones de ataque unidirecional que representavam ameaças claras a embarcações que transitavam pelas águas da região”, afirmou o comunicado dos EUA.

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Nenhum militar americano ficou ferido, segundo o CENTCOM. O Comando também afirmou que “continuará protegendo ativos e interesses dos Estados Unidos em resposta à agressão iraniana considerada injustificada durante o atual cessar-fogo.”

Na madrugada desta segunda-feira, o Kuwait, que abriga uma base militar dos Estados Unidos, interceptou ataques de mísseis e drones do Irã, enquanto sirenes soavam em todo o país, informou a agência de notícias estatal KUNA, sem fornecer mais detalhes.

Relembre como começou a guerra no Irã

No dia 28 de fevereiro, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou um ataque “de grande escala” ao Irã, afirmando que o principal objetivo do país era “defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano”.

Segundo ele, essas ameaças incluíam o programa nuclear de Teerão – um ponto de atrito recorrente que também tem dificultado as negociações mais recentes para pôr fim aos combates.

Os ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã — que resultaram na morte do então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei — causaram milhares de mortes em todo o país e danos a dezenas de museus, edifícios históricos e sítios culturais, segundo veículos de imprensa e autoridades iranianas.

Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques retaliatórios em todo o Oriente Médio e fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Semanas antes do início da guerra, o governo Trump realizou o maior acúmulo militar no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, desencadeando alertas sobre a escalada da violência regional caso um conflito eclodisse.

Ao mesmo tempo, enviados dos EUA mantinham conversas regulares com o Irã sobre um possível novo acordo nuclear. Mas essas negociações não foram capazes de evitar uma ação militar, com Trump acusando o Irã na época de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”.

O início da guerra em fevereiro também ocorreu após protestos em massa contra o regime no Irã no mês anterior, alimentados pelo descontentamento econômico em meio ao aumento vertiginoso dos custos.

*com informações da Reuters

Pesquisa: 6 em cada 10 americanos veem guerra com o Irã como erro

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