O surto de ebola continua afetando gravemente a República Democrática do Congo. Mais de 280 casos foram confirmados e 42 pessoas morreram pela doença no país nas últimas semanas. A situação levou equipes médicas a intensificar os protocolos de atendimento nas unidades de saúde locais.
A correspondente da CNN, Clarissa Ward, teve acesso à ala de tratamento de ebola de um hospital local, conhecida como Zona Vermelha. Com equipamentos de proteção individual obrigatórios, ela descreveu as condições enfrentadas pelos profissionais de saúde que atuam diretamente no combate à doença.
Desafios para os profissionais de saúde
Segundo Clarissa Ward, o uso dos equipamentos de proteção representa um dos maiores obstáculos para os trabalhadores da área da saúde. “Uma coisa que torna isso tão difícil para os trabalhadores de saúde é que os equipamentos se tornam insuportavelmente quentes para usar — honestamente, apenas 10 ou 15 minutos. É realmente difícil respirar normalmente com eles”, relatou a correspondente.
Ela também destacou que, embora o ebola não seja transmitido pelo ar — sendo contraído por meio de fluidos corporais —, os profissionais precisam adotar todas as precauções possíveis antes de tocar nos pacientes.
Brasil descarta casos suspeitos
No Brasil, as autoridades de saúde trouxeram boas notícias. A Secretaria de Saúde de São Paulo descartou a presença do ebola em um paciente que estava em isolamento na capital paulista.
O caso envolvia um homem de 37 anos, proveniente da República Democrática do Congo, que chegou ao Brasil pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos apresentando sintomas como sudorese, mal-estar, vômito e diarreia — sinais que poderiam ser compatíveis com a doença.
O paciente foi encaminhado ao Instituto Emílio Ribas, onde já havia sido detectada uma infecção bacteriana por meningite. Nesta segunda-feira (1º), o Instituto Adolfo Lutz confirmou que o homem não está com ebola.
Com o descarte, os próximos passos devem incluir a liberação do paciente do isolamento, com possibilidade de alta ainda nesta semana. O Rio de Janeiro também descartou outro caso suspeito: um homem vindo de Uganda, com sintomas semelhantes, foi diagnosticado com malária.
Com isso, o Brasil não possui mais nenhum caso suspeito da doença no momento. O Ministério da Saúde, no entanto, segue atento a possíveis novos casos que venham a surgir no país.