O Acre vive uma nova etapa na educação. Em 2025 eram 36 escolas de tempo integral e, neste ano, serão 60. A Secretaria de Estado de Educação (SEE) explica que a
escolha das unidades seguiu critérios federais e estaduais, alinhados ao Plano Nacional de Educação (PNE), considerando fatores como demanda social, capacidade de
adaptação dos espaços, indicadores de desempenho e sustentabilidade orçamentária. Assim, a expansão busca equilibrar a oferta entre capital e interior, respeitando as necessidades de cada região.
A meta do governo é ampliar gradualmente o número de escolas e matrículas, além de consolidar a jornada ampliada como política pública. A previsão é anunciar mais 24 unidades a partir de 2026. Entretanto, o desafio, segundo a SEE, está em adaptar
prédios para atender à demanda, oferecer formação contínua aos
profissionais e garantir recursos para pessoal e alimentação Nesse contexto, a merenda escolar é apontada como prioridade.
O famoso prato extra continua sendo servido em todas as escolas regulares, incluindo as de tempo integral, atendendo cerca de 130 mil estudantes. O cardápio prevê três refeições diárias, com lanche matutino, almoço e lanche da tarde ou saída.
Em 2025, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) destinou R$ 18 milhões para com pra de alimentos da agricultura familiar, enquanto o Estado investiu R$ 57 milhões com recursos próprios. “Há pontos que não abrimos mão, como uma alimentação
de qualidade garantida e um currículo que atenda às necessidades de ensino. Esse é um compromisso do governo Gladson Cameli e Mailza Assis”, explica o secretário
de Educação, Aberson Carvalho.
Para garantir a logística, a SEE mantém centros de distribuição de merenda em Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Tarauacá. Além disso, há planos para instalar mais um em Epitaciolândia, ampliando o atendimento ao Alto Acre. Paralelamente, cozinhas e refeitórios passam por reformas, com climatização, instalação de coifas, padronização dos locais de armazenamento.
Com isso, em 2026, cerca de 20.716 alunos estarão matriculados nas 60 escolas de tempo
integral. O número final será consolidado após o processo de matrículas. Para o governo, a expansão representa a tentativa de transformar a rotina escolar em uma experiência completa, em que a educação plena significa também cuidado integral.
“Nossa prioridade é garantir que esse tempo extra na escola tenha qualidade, com uma equipe preparada e estrutura adequada. Sabemos que não adianta expandir sem dar suporte, mas também sabemos que todo processo precisa de um início”, reforça Carvalho.
A Tribuna
