Spike Lee defende “Michael” de críticas por não expor polêmicas do cantor

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Spike Lee defende “Michael” de críticas por não expor polêmicas do cantor

O diretor Spike Lee, 69, defendeu a cinebiografia “Michael”, inspirada na vida do cantor Michael Jackson, de receber críticas por não expor polêmicas da vida do cantor.

Em declaração à CNN, ele mencionou que aqueles que criticam o longa por não incluir as alegações de abuso sexual infantil contra o Rei do Pop estão “pedindo por outro filme”.

Para Lee, que diz já ter assistido ao longa duas vezes desde seu lançamento, em 24 de abril, as reações negativas ao filme são injustas e, quando questionado sobre sua opinião, afirma: “Adorei”.

Apesar da boa recepção do público, “Michael” tem recebido avaliações negativas de críticos de cinema profissionais, sobretudo a respeito das “polêmicas” sobre o cantor deixadas de lado. No entanto, as denúncias são do ano de 1993, e o filme retrata a vida do artista apenas até 1988. “Você está falando de acusações que aconteceram [depois], então está criticando o filme por algo que você queria, mas que não se encaixa na cronologia do filme”, critica Lee.

O conhecido diretor dirigiu videoclipes de música de Michael Jackson, como “They Don’t Care About Us”, lançada em 1996, e da faixa “This Is It”, de 2009, além do documentário de 2016 “Michael Jackson’s Journey from Motown to Off the Wall”. Na entrevista à CNN, ele se referiu a Jackson, morto aos 50 anos em 2009, como “uma pessoa maravilhosa”, deixando clara sua boa relação com o artista.

Conheça as denúncias contra Michael Jackson

Em 1993, Michael Jackson foi acusado de abusar sexualmente de uma criança de 13 anos. Um acordo extrajudicial foi estabelecido com a família da vítima por cerca de 25 milhões de dólares. Originalmente, o filme começaria com a invasão policial de 1993 a Neverland, propriedade do cantor na Califórnia, quando se iniciaram as investigações sobre o caso.

No entanto, os produtores precisaram reescrever o roteiro após os advogados analisarem o acordo, que incluía cláusulas que impedem que a vítima e sua família sejam mencionadas ou retratadas em obras audiovisuais.

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