Polícia investiga membro do CV por explosão em escola de Belford Roxo (RJ)

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Polícia investiga membro do CV por explosão em escola de Belford Roxo (RJ)

A Polícia Civil investiga um integrante do CV (Comando Vermelho) por ligação com a bomba caseira que explodiu em uma escola de Belford Roxo, no Rio de Janeiro, e deixou dez estudantes feridos. O homem, apontado como líder do tráfico na região, e outros dois integrantes da organização foram presos nesta sexta-feira (22).

A prisão dos homens ocorreu durante uma etapa da Operação Contenção, que mira a atuação do CV na comunidade do Castelar e foi deflagrada pelos policiais civis da DRE-BF (Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense), com apoio da DRFA-BF (Delegacia de Roubos e Furtados de Automóveis da Baixada Fluminense).

Segundo a PCERJ (Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro), os agentes identificaram a estrutura de atuação da facção na comunidade e realizaram uma ofensiva estratégica no local.

Durante a ação, os policiais localizaram o criminoso, que é apontado como a “frente” do tráfico e homem de confiança da liderança do CV na região, e que estava fazendo uma vistoria nas “bocas de fumo” da comunidade no momento da prisão.

O suspeito, de acordo com a DRE-BF, poderia estar envolvido na fabricação do artefato explosivo que detonou no dia 8 de maio dentro da escola Ciep 388 Lasar Segall, em Areia Branca, Belford Roxo.

Além dele, outros dois integrantes da facção foram capturados e uma grande quantidade de entorpecentes prontos para comercialização foi apreendida, como maconha, cocaína, crack e loló.

Ainda conforme informações das PCERJ, o objetivo da operação é desarticular a estrutura financeira, logística e operacional da facção, além de retirar de circulação criminosos que atuam na região. Até o momento, a operação prendeu 345 pessoas e neutralizou outras 137 em confronto. Foram apreendidas cerca de 477 armas, entre elas 190 fuzis, e mais de 51 mil munições.

Relembre a explosão em Belford Roxo

A explosão no pátio da escola Ciep 388 Lasar Segall, em Areia Branca, Belford Roxo (RJ), deixou dez estudantes feridos na manhã de sexta-feira, em 8 de maio. O CBMERJ (Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro) foi acionado para a ocorrência na rua Porto Sobrinho às 8h15 da manhã.


Dez alunos tiveram ferimento leves e foram encaminhados ao hospital • Cléber Rodrigues

Após a explosão, dez estudantes ficaram feridos sem gravidade. As vítimas, com idades aproximadas entre 13 e 17 anos, foram encaminhadas ao Hospital Municipal de Belford Roxo.

Segundo a Prefeitura de Belford Roxo, os jovens foram atendidos no Hospital Geral de Emergência (Hospital Municipal) e todos tiveram ferimentos leves. Equipes do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para o atendimento da ocorrência com o apoio do SAMU.

De acordo com o relato de estudantes, o artefato explosivo era caseiro e estaria dentro de um cano de PVC quando foi encontrado por um aluno no pátio. Por curiosidade, ele teria levado o objeto para mostrar aos outros colegas. Como não conseguiram identificar o objeto, ele foi jogado no chão, causando a explosão.

Luciana Magalhães, professora e subsecretária de gestão administrativa, afirmou à CNN Brasil que a escola possui um sistema de monitoramento por câmeras, que será analisado para investigar a causa da explosão. O sistema, porém, não funciona durante a noite.

A professora também adicionou que a equipe de engenharia esteve presente no local e não foi constatado nenhum dano à estrutura da escola. Por meio de publicação nas redes sociais, a escola informou que todos os alunos foram liberados às 8h30.

Em nota, a Seeduc (Secretaria de Estado de Educação) afirmou que a direção da unidade escolar e as equipes da Seeduc prestam apoio aos alunos, familiares e profissionais da escola.

As aulas foram suspensas na unidade para avaliação das condições de segurança da escola, e o Conselho Tutelar também foi acionado. A secretaria afirmou que acompanha o caso junto às autoridades competentes e colabora integralmente com a apuração das circunstâncias do ocorrido.

*Sob supervisão de Manuella Dal Mas