Emylson Farias escreve: O pão, a mesa e a consciência
Sempre achei que a vida fosse feita de pequenos detalhes. O cheiro do pão amanhecido, o cheiro úmido da madrugada que levanta…
Sempre achei que a vida fosse feita de pequenos detalhes. O cheiro do pão amanhecido, o cheiro úmido da madrugada que levanta…
Lembro-me da carteira de madeira, do sorriso solto dos colegas na entrada da escola e do cuidado quase sagrado com a farda.…
Tenho reparado que as pessoas hoje em dia andam com um pavor danado do silêncio. Se a tela do celular passa três…
O café no copo descartável já tinha esfriado há muito tempo. Ele rodava o copo de plástico devagar entre os dedos, os…
Hoje é sábado. O circo da propaganda finalmente recolheu seus tambores, a poeira baixou e as ruas amanhecem numa espécie de trégua.…
Sentado numa cadeira no fundo de casa, olho para o céu de Rio Branco. Manto limpo, absurdamente estrelado. Lá no alto, a…
A noite ia tranquila na sala de casa. Um copo d’água sobre a mesa, o silêncio bom de fim de dia, o…
O mormaço da tarde em Rio Branco ainda queimava o calçamento quando a campainha tocou. Fui atender sem pressa, esperando só mais…
Nonato ajeita a gola da farda de vigilante diante do espelho do banheiro. São seis horas da manhã. No canto do quarto,…
Conheci o menino antes de qualquer juramento de posse. Éramos jovens, com vinte e poucos anos no rosto, o peito transbordando de…