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O legado da inclusão: como Mailza Assis transformou a assistência social em política de Estado no Acre

Da mãe que encontrou roupas para vestir os filhos ao idoso acolhido em uma comunidade isolada. Da mulher que conquistou autonomia por meio da qualificação profissional às famílias indígenas finalmente alcançadas pelos serviços públicos. O legado da governadora Mailza Assis na área social pode ser contado por números, mas ganha verdadeiro significado nas histórias de quem voltou a sentir a presença do Estado.

Durante décadas, milhares de acreanos viveram à margem das políticas públicas, sobretudo nas regiões mais distantes do estado. Nos últimos anos, porém, essa realidade começou a mudar. Sob a liderança de Mailza Assis na Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), entre 2024 e março de 2026, e agora à frente do Governo do Estado, a assistência social deixou de ser apenas uma política administrativa para se tornar uma das principais marcas de uma gestão voltada à inclusão e à proteção das famílias mais vulneráveis.

O trabalho, realizado com apoio do então governador Gladson Camelí, consolidou uma estrutura que ampliou direitos, fortaleceu a rede de proteção social e levou o poder público onde antes ele praticamente não existia.

Mais do que executar programas, Mailza construiu uma política baseada na presença do Estado, na escuta das comunidades e no atendimento humanizado.

As estatísticas impressionam.

Foram mais de 100 mil pessoas impactadas diretamente pelas ações da SEASDH, mais de 30 mil atendimentos socioassistenciais realizados e uma taxa de resolutividade superior a 99% nas demandas recebidas.

Mas os números ganham outro significado quando traduzidos em histórias.

São mães que voltaram para casa com roupas novas para os filhos. Idosos que receberam atendimento sem precisar deixar comunidades isoladas. Mulheres que encontraram na qualificação profissional uma oportunidade de independência financeira. Crianças vítimas de violência acolhidas por uma rede especializada. Povos indígenas finalmente inseridos no Cadastro Único e atendidos pelas políticas sociais.

Cada atendimento representa muito mais que um serviço prestado. Representa dignidade.

O maior programa social da história recente do Acre

Idealizado por Mailza Assis antes mesmo de assumir a Secretaria de Assistência Social, o programa Juntos Pelo Acre tornou-se o maior projeto itinerante de cidadania do governo estadual.

A iniciativa percorreu os 22 municípios acreanos e chegou onde o Estado historicamente encontrava dificuldades para atuar: aldeias indígenas, comunidades ribeirinhas, vilas isoladas, bairros periféricos e localidades rurais.

Mais de 150 mil pessoas foram beneficiadas em mais de 60 localidades.

Documentação civil, atendimento médico, assistência social, cursos profissionalizantes, oficinas, serviços de autocuidado, atividades recreativas para crianças e oportunidades de emprego passaram a fazer parte da rotina de comunidades que antes precisavam viajar dias para acessar serviços básicos.

A presença do governo deixou de ser ocasional para se tornar permanente.

O Guarda-Roupa Social: solidariedade transformada em política pública

Poucas iniciativas traduzem tão bem o perfil humanitário da governadora quanto o Guarda-Roupa Social.

A ação nasceu da percepção de uma necessidade simples, mas urgente: milhares de famílias não possuíam sequer roupas adequadas para enfrentar o cotidiano.

A resposta veio em forma de uma política permanente.

Mais de 114 mil peças de roupas foram distribuídas para cerca de 70 mil pessoas em todos os municípios acreanos.

O programa alcançou 128 bairros de Rio Branco e passou a funcionar também em unidades fixas instaladas em instituições parceiras da capital e de Cruzeiro do Sul, garantindo atendimento contínuo à população.

Entre os beneficiados está a dona de casa Diorrana Lima, moradora do bairro Calafate.

“É a primeira vez que recebo um kit como esse. Faz muita diferença para famílias como a minha”, relatou.

Outro exemplo é Maria Rosileide Cortez, mãe de uma criança com síndrome de Down e autismo.

Ao receber roupas durante uma das ações do Juntos Pelo Acre, resumiu o sentimento de centenas de famílias atendidas:

“Chegou em boa hora. São roupas bonitas, novas. Estou muito feliz.”

A assistência social chegou onde antes não chegava

Um dos maiores avanços da gestão foi interiorizar os serviços públicos.

A secretaria ampliou o apoio técnico aos municípios, fortaleceu o Sistema Único de Assistência Social (Suas) e realizou quase 500 apoios técnicos — muito acima da meta inicialmente prevista.

Também retomou, após 12 anos, o programa Capacita Suas, qualificando centenas de servidores dos 22 municípios.

As equipes passaram a atuar em comunidades indígenas, regiões de difícil acesso e localidades isoladas, fortalecendo o Cadastro Único e aproximando famílias tradicionais das políticas públicas.

Foi uma mudança silenciosa, mas profunda.

Proteção para quem mais precisa

Outro símbolo desse novo modelo de gestão é o Centro de Atendimento Integrado à Criança e ao Adolescente (Caica).

O espaço oferece acolhimento humanizado a crianças e adolescentes vítimas de violência, reunindo diversos serviços em um único ambiente para evitar a revitimização das famílias.

Na prática, significa que quem enfrenta um dos momentos mais difíceis da vida encontra atendimento especializado sem precisar percorrer diversos órgãos públicos.

A lógica da burocracia deu lugar ao acolhimento.

Direitos humanos como política de inclusão

Durante a gestão, a Diretoria de Direitos Humanos ampliou significativamente sua atuação.

Mulheres vítimas de violência, idosos, pessoas com deficiência, população LGBTQIA+, crianças, adolescentes, povos indígenas e comunidades tradicionais passaram a contar com uma rede fortalecida de atendimento.

Campanhas educativas, capacitações, fortalecimento dos conselhos estaduais e ampliação dos serviços especializados consolidaram uma política baseada no respeito às diferenças e na promoção da cidadania.

Mais do que garantir direitos no papel, o governo buscou fazer esses direitos chegarem às pessoas.

Combater a fome também é promover cidadania

Outra frente que passou a receber atenção prioritária foi a segurança alimentar.

A implantação do Sistema Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) estruturou uma política permanente de enfrentamento à fome.

Mais de 150 toneladas de alimentos foram distribuídas, beneficiando mais de 40 mil pessoas.

O governo também apoiou cozinhas solidárias que hoje produzem cerca de 500 refeições por dia para famílias em situação de vulnerabilidade.

Ao mesmo tempo, iniciou a implantação das futuras Hortas e Cozinhas Comunitárias, ampliando uma estratégia que une produção de alimentos, inclusão social e combate à insegurança alimentar.

Um legado que ultrapassa números

Ao assumir o Governo do Acre, Mailza Assis herdou a responsabilidade de ampliar um trabalho que ajudou a construir.

Seu período à frente da Assistência Social deixou como legado uma estrutura fortalecida, equipes qualificadas, investimentos permanentes e programas que alcançam os 22 municípios acreanos.

Mais do que inaugurar prédios ou apresentar estatísticas, a atual governadora consolidou uma política pública que tem como principal característica olhar para quem mais precisa.

Em um estado marcado por grandes distâncias geográficas e profundas desigualdades sociais, sua gestão ajudou a transformar assistência social em presença do Estado, direitos humanos em acolhimento e inclusão em oportunidade.

É um legado que se mede em investimentos e resultados, mas sobretudo nas milhares de famílias acreanas que passaram a sentir que não estavam mais sozinhas.

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REDAÇÃO

Autor da publicação.