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Falso advogado, falso perito e velho conhecido da polícia: estelionatário é preso por enganar idosa de 75 anos, em Rio Branco

O homem apontado pela Polícia Civil como um estelionatário contumaz, João Valbecir Barbosa, de 57 anos, voltou a ser preso na manhã desta quarta-feira, durante uma operação realizada em um apartamento onde residia, no Bairro Bosque, em Rio Branco. A prisão foi cumprida após representação da autoridade policial, que apontou fortes indícios de que o suspeito continuava praticando crimes semelhantes aos que já o levaram para a cadeia em 2023.

O pedido de prisão foi formulado pelo delegado Karlesson Nespoli após a polícia ouvir a mais recente vítima atribuída ao investigado: uma idosa de 75 anos que relatou ter sido enganada por João Valbecir, o qual se apresentava como advogado, perito criminal e jornalista para conquistar sua confiança.

João foi ouvido e será encaminhado ao presídio.

Segundo a investigação, o suspeito prometia resolver processos judiciais e questões jurídicas junto aos tribunais. Aproveitando-se da credibilidade criada pela falsa identidade profissional, conseguiu obter uma procuração com amplos poderes sobre a vida financeira da vítima.

De posse do documento, João Valbecir teria realizado compras de móveis e diversos produtos de alto valor nas Lojas Gazin em nome da idosa, sem autorização da proprietária. Conforme a Polícia Civil, ele também deixou de prestar qualquer esclarecimento sobre os supostos serviços advocatícios que dizia executar.

Os filhos da vítima descobriram as irregularidades, procuraram um cartório de títulos e documentos em Rio Branco e conseguiram cancelar a procuração. Ainda assim, os prejuízos financeiros já haviam sido causados.

A família afirma que o medo se tornou tão grande que precisou retirar a idosa do Acre. Ela passou 5 meses em outro estado,  sob os cuidados de parentes, após o investigado passar a morar na mesma rua da vítima, a poucos metros de sua residência.

Para o delegado Karlesson Nespoli, o caso caracteriza um típico estelionato praticado de forma reiterada. O histórico criminal do investigado pesou no pedido de prisão, já que João Valbecir já havia sido preso em 2023 pelos mesmos tipos de fraude.

Na ocasião, ele foi flagrado usando uniforme completo, distintivo e identificação falsa de perito criminal para convencer clientes a contratar supostos serviços periciais particulares. Segundo a polícia, cobrava entre R$ 1,5 mil e R$ 3,5 mil pelos trabalhos, recebia o dinheiro e nunca entregava qualquer laudo técnico.

O histórico do suspeito, entretanto, é ainda mais antigo. Em 2016, João Valbecir foi preso utilizando uma carteira falsa da Polícia Civil. Desde então, segundo as investigações, mantém o mesmo modus operandi: assumir falsas identidades profissionais para conquistar a confiança das vítimas e obter vantagens financeiras.

As investigações prosseguem e a Polícia Civil acredita que outras pessoas possam ter sido enganadas pelo suspeito. A corporação orienta possíveis vítimas a procurarem imediatamente uma delegacia para registrar ocorrência.

Familiares da idosa tentam agora recuperar os móveis adquiridos em seu nome, além dos prejuízos relacionados a aproximadamente um ano de aluguéis que, segundo eles, também deixaram de ser pagos pelo investigado.

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REDAÇÃO

Autor da publicação.