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Agronegócio, saúde ou igrejas? ex-prefeito já teria escolhido entre médico, pecuarista, empresário e pastor

É crescente a especulação em torno do nome do empresário e pecuarista Oswaldo Dias como possível candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB). Embora não haja confirmação oficial, os movimentos recentes alimentam a leitura de que a escolha do companheiro de chapa poderá representar muito mais do que uma composição eleitoral: será um recado sobre qual segmento econômico e político terá protagonismo em um eventual governo tucano.

CEO do Grupo Star, concessionária das motocicletas Honda no Acre, Oswaldo Dias tem ampliado sua presença ao lado de Bocalom em vídeos e agendas públicas. As aparições não parecem casuais. Em diferentes ocasiões, ambos surgem em propriedades rurais, eventos ligados ao agronegócio e também em ambientes urbanos, sempre acompanhados de lideranças empresariais e produtores rurais de influência. Para observadores da cena política acreana, trata-se de uma estratégia de construção gradual de imagem, típica dos períodos que antecedem a definição das chapas majoritárias. Também há rumores de que Dias teria agradecido o convite, mas estaria propenso a cuidar dos negócios da família sem interesse político-partidário direto.

A eventual indicação de Oswaldo Dias consolidaria um discurso que Bocalom vem adotando há anos: o fortalecimento do agronegócio como motor da economia acreana. Além da experiência empresarial, o nome de Dias dialoga diretamente com o setor produtivo, especialmente pecuaristas e empreendedores, segmentos considerados estratégicos para uma candidatura que pretende disputar votos tanto na capital quanto no interior.

Entretanto, o tabuleiro está longe de estar definido. Lideranças evangélicas também aparecem como alternativas para ocupar a vice, numa tentativa de ampliar o alcance eleitoral junto a um dos segmentos que mais cresceram politicamente no estado. Apesar das especulações, não existe qualquer manifestação oficial indicando que convites tenham sido formalizados ou aceitos.

Outro nome que circula com força é o do pecuarista Jorge Moura, frequentemente apontado como o “rei da soja” no Acre. Sua eventual escolha reforçaria ainda mais a identidade da chapa com o agronegócio e com o setor produtivo, embora, até o momento, seu nome permaneça apenas no campo das especulações.

Há ainda quem defenda uma composição de perfil mais técnico. Nesse cenário, o médico Pedro Pascoal, ex-secretário estadual de Saúde, continua sendo lembrado como uma alternativa de peso. Com trajetória reconhecida na gestão pública e boa imagem em diferentes segmentos, Pascoal poderia oferecer equilíbrio à chapa ao agregar experiência administrativa e ampliar o diálogo para além do eleitorado ligado ao campo, muito embora prevaleça a sua intenção de disputar uma vaga na Câmara federal ou na Assembléia Legislativa.

O mistério, no entanto, faz parte da estratégia de Tião Bocalom. O ex-prefeito evita antecipar qualquer definição, mantendo abertas diversas possibilidades de negociação política. A expectativa é que o anúncio ocorra apenas durante a convenção conjunta do PSDB e Cidadania, marcada para o próximo dia 31 de julho, quando serão homologadas as candidaturas proporcionais da aliança e poderá ser revelada a composição da chapa majoritária.

Até lá, cada aparição pública, cada vídeo e cada agenda compartilhada continuarão sendo analisados como possíveis sinais da decisão final. Se optar por um empresário do agronegócio, Bocalom reforçará a imagem de uma candidatura ancorada no setor produtivo, casando a sua experiência pessoal como produtor de café.

. Se escolher um representante do segmento evangélico, buscará ampliar sua capilaridade política e eleitoral. Caso aposte em um nome técnico, como Pedro Pascoal, sinalizará prioridade para a experiência administrativa.

Por enquanto, todas as possibilidades permanecem sobre a mesa. E justamente esse silêncio tem alimentado as especulações que movimentam os bastidores da sucessão estadual.

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REDAÇÃO

Autor da publicação.