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Jay Clayton toma posse como diretor de inteligência nacional dos EUA

Jay Clayton toma posse como diretor de inteligência nacional dos EUA

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Jay Clayton tomou posse na segunda-feira (3) como diretor de inteligência nacional dos Estados Unidos, cargo em que supervisionará 18 agências de inteligência americanas, informou o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional.

Ele assume uma função que ficou vaga em junho, quando Tulsi Gabbard deixou o cargo após um período marcado por confrontos com democratas no Congresso, que a acusaram de promover a agenda política do presidente dos EUA, Donald Trump, e de defender alegações eleitorais já desmentidas.

Clayton, cuja carreira jurídica foi focada no direito corporativo antes de atuar como procurador federal dos EUA durante o governo Trump, agora precisa definir o rumo de uma organização que já enfrentava dificuldades com sua missão antes mesmo de Donald Trump e seus aliados a transformarem em seu principal alvo do chamado “Estado Profundo”.

O novo diretor tem experiência formal limitada na área de inteligência, embora tenha lidado com algumas questões relacionadas ao tema desde o início do segundo mandato de Trump, quando atuou como procurador federal do Distrito Sul de Nova York, responsável por processar um grande número de casos de terrorismo. Além disso, o papel de principal assessor de inteligência do presidente já é, na prática, ocupado pelo diretor da CIA, John Ratcliffe, que recomendou Clayton para o cargo.

“A segurança e a proteção do povo americano serão nosso norte, e trabalharemos para garantir que o povo americano tenha total confiança na Comunidade de Inteligência (IC) por meio de supervisão adequada, transparência e prestação de contas”, afirmou Clayton em comunicado divulgado pelo Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional.

“Isso inclui garantir que o trabalho vital de nossa IC nunca seja usado como arma por motivos políticos”, acrescentou Clayton, utilizando um termo adotado pelo presidente republicano e seus aliados ao fazer alegações sem fundamento de que governos anteriores abusaram do poder federal para atacá-lo.

Na semana passada, os republicanos do Senado dos EUA confirmaram o indicado por Trump para o cargo de chefe da inteligência do país, apesar da oposição dos democratas, que o criticaram por se recusar repetidamente, durante a audiência, a reconhecer diretamente a derrota de Trump nas eleições de 2020 para o democrata Joe Biden.

Faltando pouco mais de três meses para as eleições de meio de mandato, que decidirão qual partido controlará o Congresso, Trump intensificou os esforços para tornar a “segurança eleitoral” uma questão central, apesar das conclusões comprovadas de que a fraude eleitoral é rara.

TópicosDonald TrumpEstados Unidos


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN por Luciana Caczan.

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Luciana Caczan

Autor da publicação.

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